quarta-feira, 22 de junho de 2011

O chilique final de Dona Graça

Pois é, ela chilicou e esperneou, mas nada pode fazer para impedir que a Paulo Francis e a Patrícia Poeta se realizassem nos gramados do Clube Líbano. Agora, Dona Graça dá seu último e certeiro golpe final, pois já está na hora de apagar de vez as luzes.

Matéria do JC (Economia) - 22.06.2011

Clube abrigará empresarial
 
CONSTRUÇÃO Conic vai investir R$ 60 milhões para erguer um empresarial no terreno do Clube Líbano
 
O bairro do Pina vai ganhar um novo empresarial. Desta vez, o investimento será conjugado com um tradicional centro recreativo da região, o Clube Líbano Brasileiro. A Construtora Conic Souza Filho vai investir R$ 60 milhões no terreno, cujo empreendimento, de 23 pavimentos, se chamará Empresarial Clube Líbano Brasileiro e irá manter a operação para os sócios. A expectativa é que o projeto seja aprovado pela prefeitura nos próximos dois meses e a comercialização seja feita até o final do ano. Sendo assim, o clube se mantém funcionando até o final do ano.
 
Na negociação com o clube, a área está sendo trocada por área construída, em um percentual ainda a ser definido, mas deve ficar próximo a 40%. Entre as imposições feitas pelos sócios, estão a manutenção da sede do clube em parte do terreno, construção de novas áreas – como piscina e escritório administrativo –, além da permanência do nome no empresarial. “Algumas construtoras não entenderam nosso pleito e saíram da concorrência”, lembra o atual presidente do Líbano, Fábio Kabbaz. “Foram três anos de negociação”, diz. O clube funciona desde 1952.

O presidente da Construtora Conic, José Luiz de Souza Filho, destaca que cada andar terá 600 metros quadrados (m²). “Estudamos e vimos que aquela região demanda um empresarial. Os espaços serão vendidos”, comenta o empresário. A partir da compra, alguns investidores devem colocar os espaços para locação. Na estimativa de Souza Filho, praticamente a metade terá, inclusive, como característica de comercialização a venda para investidores.

Enquanto a obra for executada pela empresa, algo previsto para durar três anos, o clube não irá funcionar. “O espaço será revisado e depois de pronto irá servir também como área de eventos para o empresarial, além de voltar a funcionar como clube para os sócios”, comenta o diretor de marketing da Conic, João Machado. O restaurante Bargaço, que hoje aluga parte do terreno, continuará funcionando durante a obra. Apenas na conclusão será deslocado para o hall de entrada do empresarial, sendo mais um atrativo para o empreendimento. Ao todo, serão ofertadas 800 vagas de garagens, onde 30% devem servir para o público circulante e 70% para o público que irá trabalhar nas salas comerciais.

Em fevereiro, a Conic Souza Filho anunciou uma carteira investimentos de R$ 940 milhões, entre unidades empresariais e residenciais. Entre os já lançados está o Ubaias Center, com 25 pavimentos, sendo quatro de garagem, e 84 salas, com tamanho que varia de 30 a 60 m², com entrega prevista para 2013.

sábado, 18 de junho de 2011

Festa Rosa CPF

Muitas pessoas chegaram pra mim perguntando se a festa ia ser boa, se os calouros iam conseguir fazer uma festa com a cara da Paulo Francis e outras questões semelhantes. Eu só tenho poucas coisas pra dizer e, consequentemente, responder essas perguntas. O que eu tenho a dizer é que a gente tem que acreditar na festa deles e neles, como parte integrante que são da Copa. E no que diz respeito ao sucesso e qualidade da festa, igualmente depende de todo mundo que fez e faz a Paulo Francis, se nós quisermos e fizermos será muito boa como todas as outras, e se ficarmos pensando em como será e não formos, não ajudarmos e participarmos, aí sim a festa não será boa. Todos sabem, mas eu vou dizer só para reforçar, o que faz a CPF tão boa e tão bem frequentada é a vontade de todo mundo, o empenho e o amor de quem faz a Copa Mais Bonita da Cidade. Ou seja, compareçamos e façamos uma bela festa hoje, às 23h, na Ressaca Rosa da Paulo Francis!

Rafael Magal,
Presidente da Copa Paulo Francis 2011.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

RESSACA ETERNA

Pra você que esperou, lamentou, de-sa-cre-di-tou da movimentação de nós jovens do 1º período...
 

Sábado agora, 23h. O lugar vocês já sabem (AINDA NÃO? porrã, tá aqui)!

FDM tá com a CPF e não abre.
COMPAREÇAM!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Ressaca da CPF, a Festa Rosa

Relembrando a galerinha que vai ficar em Recife este final de semana: a festa dos calouros acontecerá no sábado, às 23h, no endereço indicado (Rua Astronauta Neil Armstrong, nº160). 


Atenção: não é na Praça Fleming, como estavam divulgando por aí, é em Parnamirim!


Bons drink aguardam vocês.

domingo, 12 de junho de 2011

Mais fotos!

Não acabou! Mais fotos dos jogos e dessa vez vem com algumas da CPP!

Clique aqui  

Aproveitem mais esse albúm, enquanto não chega 2012!

Chêro, Mila do Meião.


sábado, 11 de junho de 2011

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Quem faz mais a sua cabeça: Paulo Francis ou Caetano Veloso?

31/07/2009 - 06h20
Episódio em que Caetano chamou Paulo Francis de "bicha amarga" rendeu polêmica

da Folha Online
 
"Agora o Francis me desrespeitou. Foi desonesto, mau-caráter. É uma bicha amarga. Essas bonecas travadas são danadinhas" - Caetano Veloso, sobre Paulo Francis, em matéria da "Ilustrada" de 1983.

O baiano Caetano Veloso entrevistou o inglês Mick Jagger em 1983 e Paulo Francis não gostou do que viu, muito menos do que ouviu. O jornalista achou que Caetano fez perguntas bestas ao cantor dos Rolling Stones. E que Jagger zombou do cantor brasileiro. Francis escreveu um artigo sobre a entrevista e aí quem não gostou foi Caetano, que respondeu chamando Francis de "bicha amarga" e "mau-caráter". Arrebatou com a seguinte frase: "Essas bonecas travadas são danadinhas".

Reprodução
Livro conta história da Ilustrada com depoimentos inéditos, fotos e uma antologia do que melhor saiu no caderno

O entrevero entre os dois ganhou as páginas da Ilustrada. Em reportagem, Ruy Castro anunciou, brincalhão: "É a polêmica do século. Ou a deste fim de semana --por aí. A cidade está acompanhando, entre perplexa e apaixonada, a briga entre o jornalista Paulo Francis, correspondente da Folha em Nova York, e o cantor e compositor Caetano Veloso, pelas páginas deste caderno".

Ruy Castro saiu a perguntar para intelectuais, artistas, jogadores de futebol e a quem mais tivesse algo a dizer: "Quem faz mais a sua cabeça: Paulo Francis ou Caetano Veloso?" O publicitário Washington Olivetto saiu-se com essa: "Que país mais chato este, em que os inteligentes brigam e os burros andam de mãos dadas!".

Mas de chata a polêmica não teve nada. Leia abaixo trechos do livro "Pós-Tudo - 50 Anos de Cultura na Ilustrada", da Publifolha, que relembram e explicam o episódio.

Concebido como uma espécie de "livro-documentário", o volume narra, em registro pop e "cinematográfico", os 50 anos da Ilustrada, com textos e depoimentos inéditos sobre o caderno e uma antologia de artigos, entrevistas, frases, fotos, ilustrações e quadrinhos publicados entre 1958 e 2008. Conheça o livro.
*
PAJÉ CONTRA PAJÉ
No dia 25 de junho de 1983, Paulo Francis publicou na Ilustrada um texto intitulado "Caetano, pajé doce e maltrapilho". Era uma referência ao compositor baiano, que havia participado de uma entrevista com Mick Jagger no programa "Conexão Internacional", da Rede Manchete, conduzido pelo jornalista Roberto D'Ávila, com a participação de Walter Salles atrás das câmeras (ele ainda não se tornara o famoso cineasta de "Central do Brasil").

D'Ávila convidara Caetano para participar da conversa com o líder dos Rolling Stones. O autor de "Tropicália" era visto por muitos como uma versão brasileira dos grandes astros pop internacionais dos anos 60, com a vantagem de ser também considerado um artista-intelectual.

Para Francis, no entanto, esse status parecia problemático. O colunista elogiava Caetano, considerava-o até melhor do que Jagger como compositor, mas criticava o fato de ele falar "de Pajé contra pajé tudo com autoridade imediatamente consagrada pela imprensa, que é mais deslumbrada do que o público". Para ele, transformado em "totem", Caetano teria se apequenado diante de Jagger no "Conexão Internacional": "É evidente, por exemplo, que Mick Jagger zombou várias vezes de Caetano na entrevista na TV Manchete. O pior momento foi aquele em que Caetano disse que Jagger era tolerante e Jagger disse que era tolerante com latino-americanos (sic), uma humilhação docemente engolida pelo nosso representante no vídeo".

O colunista também fez reparos a uma pergunta feita por Caetano a Jagger sobre o lugar do rock na história da música. "Essa pergunta simplesmente não se faz em televisão, ou até em jornal. É de um amadorismo total. Só serve para seminários de 'comunicação' no interior da Bahia. Não é uma pergunta jornalística. Jagger começou a debochar aí."

O artigo não provocou uma resposta imediata de Caetano. Ele não enviou ao jornal um artigo, como se poderia supor. Mas, aqui e ali, em entrevistas, foi falando do assunto. Convidado a manifestar-se sobre o caso na coletiva para o show "Uns", em São Paulo, em outubro de 1983, chamou o jornalista de "bicha amarga".


Francis retrucou em sua coluna: "Duas sorridentes cascavéis deste caderno me comunicaram hoje que Caetano Veloso me agrediu numa coletiva. Outro tema de debate: cantor de samba fazendo show vale uma coletiva? Por quê? Bem, fiz críticas culturais ao estilo de personalidade de Caetano, o flagelado milionário de 'boutique', servil como um escravo diante do condescendente Mick Jagger. São críticas, certas ou não, mas culturais. Qual é a resposta de Caetano? Diz que sou uma bicha amarga e recalcada. É puro Brasil. Ao argumento crítico, o insulto pessoal. Mas o insulto é o próprio Caetano. Afinal, o que ele quer dizer é que sexualmente sou igual a ele, e usa isso como insulto."

A temperatura esquentou e a Ilustrada fez uma enquete sobre quem faria a cabeça dos intelectuais e descolados da época. Francis ou Caetano? O caderno ouviu de José Guilherme Merquior a Casagrande, passando por Henfil e José Arthur Giannotti. Curiosamente, Caio Túlio Costa, que ainda não era ombudsman, mas secretário de Redação da Folha, ficou com Francis. Mais tarde, ele também teria um entrevero com Caetano, ao criticar o filme "Cinema Falado" (1986), lançado pelo compositor.
*
QUEM FAZ MAIS A SUA CABEÇA: PAULO FRANCIS OU CAETANO VELOSO

Por RUY CASTRO
8 de outubro de 1983 - Ilustrada
Com colaboração de Âmbar de Barros
É a polêmica do século. Ou a deste fim de semana -por aí. A cidade está acompanhando, entre perplexa e apaixonada, a briga entre o jornalista Paulo Francis, correspondente da Folha em Nova York, e o cantor e compositor Caetano Veloso, pelas páginas deste caderno. Há algumas semanas, Paulo Francis criticou a entrevista que Caetano realizou com Mick Jagger no programa "Conexão Internacional", da TV Manchete, classificando de reverente e submissa a postura de Caetano diante do complacente líder dos Stones.

Caetano não gostou e, numa entrevista coletiva nesta terça-feira, rompeu publicamente com Francis, a quem sempre admirou, chamando-o de "bicha amarga" e "boneca travada". A resposta de Paulo Francis foi publicada na edição de quinta, em que ele devolve a Caetano os epítetos e lamenta que um argumento cultural seja respondido com insultos.

Tsk, tsk. Mas a briga existe e não se fala em outra coisa. Espera-se que ela sirva pelo menos como base de discussão sobre o conceito do intelectual no Brasil, a liberdade de expressão e a maior ou menor qualidade da nossa atual produção artística. Afinal, ambos têm mais do que cacife para isso.

São pessoas corajosas, inteligentes e talentosas. E estão entre os intelectuais e artistas que mais fizeram cabeças neste país nos últimos 20 anos. Quem faz mais a sua cabeça: Paulo Francis ou Caetano Veloso? Esta foi a pergunta que a Folha fez a várias pessoas influentes. Eis as respostas. (E, ah sim, antes que eu me esqueça: nenhum dos dois é bicha.)

AUGUSTO DE CAMPOS, poeta e tradutor: "Não tem dúvida: sou 100% Caetano".

JÚLIO MEDAGLIA, maestro e um dos inventores do tropicalismo: "Neste momento, Paulo Francis é mais criativo. Ultimamente, Caetano só tem feito boleros".

DÉCIO PIGNATARI, poeta e professor de literatura: "Os dois fazem igualmente a minha cabeça. Paulo Francis é um homem claramente ideológico e às vezes incursiona no terreno artístico. Caetano é o contrário".

MINO CARTA, jornalista e editor da revista Senhor: "Com respeito por ambos, nem um nem outro".

GILBERTO BRAGA, autor de novela "Louco Amor": "Pela emoção, Caetano. Pela razão, Paulo Francis. Mas, pelo que andam dizendo um do outro, eu poria os dois de castigo durante uma hora".

CARLOS BRICKMAN, jornalista, editor de economia da Folha: "Entre os dois, graças a Deus fico com Millôr Fernandes".

HENFIL, cartunista: "Paulo Francis. Pela sabedoria, pelo compromisso com as outras pessoas e pelo seu orgulho de ter sido preso por suas idéias, enquanto Caetano se envergonha disso. Caetano diz que não lê jornais, mas é capaz de citar o dia e a página de qualquer jornal que tenha falado dele, mesmo que seja a 'Gazeta de Nanuque'. E eu gosto mais da música do Francis".

BELISA RIBEIRO, apresentadora do programa "Canal Livre": "Caetano. Porque, por ele, dá para a gente se apaixonar".

ZÓZIMO BARROZO DO AMARAL, colunista: "Paulo Francis. Eu faço parte da macaquice do auditório dele".

FÁBIO MAGALHÃES, secretário da Cultura municipal: "Nenhum dos dois".

JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI, filósofo e professor: "Os dois não fazem nem o meu pé, quanto mais a minha cabeça".

CARLITO MAIA, publicitário: "Quem faz a minha cabeça é o Goulart, que me corta o cabelo".

FLÁVIO GIKOVATE, psicanalista: "Caetano Veloso. Sem comentários".

JOÃO CÂNDIDO GALVÃO, jornalista, editor-assistente de Veja: "Paulo Francis, porque é mais paradoxal. Caetano anda muito óbvio".

SÓCRATES, jogador do Corinthians e da Seleção: "Admiro os dois como profissionais destacados em suas respectivas áreas, mas nenhum deles faz a minha cabeça. Aprecio informações do Paulo Francis, gosto de muitas músicas do Caetano, mas nenhum deles influi na minha maneira de pensar ou agir".

CASAGRANDE, centroavante do Corinthians: "Caetano Veloso. É um poeta. Gosto também do comportamento dele, que é agressivo com a sociedade. Aliás, como o meu".

MARÍLIA GABRIELA, apresentadora do programa "TV Mulher": "Quando eu quero poesia, prefiro Caetano. Quando quero bom jornalismo, prefiro Paulo Francis".

JOÃO DÓRIA JR., presidente da Paulistur: "Nenhum dos dois. Mas eu prefiro a doçura musical do Caetano à acidez redacional do Paulo Francis".

ANGELI, cartunista: "Eu misturo os dois. Pego o lado doce do Paulo Francis e o ferino do Caetano".

GERALDO MAYRINK, jornalista, editor-assistente de IstoÉ: "Paulo Francis - porque, pelo menos, nunca pediu a minha cabeça, como fez o outro. Além disso, Francis se tornou um dos maiores entertainers do nosso show business".
EDUARDO MASCARENHAS, psicanalista: "Caetano, claro, porque tem mais humor, talento e arte que o sr. Paulo Francis. Caetano já me faz a cabeça há 15 anos. Já o sr. Paulo Francis, no que respeita a subjetividade, é extremamente primário. Mas eu não sei como andam os interiores do sr. Paulo Francis".

WASHINGTON OLIVETTO, publicitário: "Que país mais chato este, em que os inteligentes brigam e os burros andam de mãos dadas!".

ANTONIO MASCHIO, ator e proprietário do Spazio Pirandello: "Paulo Francis, sem dúvida. É um homem do mundo. Caetano, quando muito, é um homem do Brasil. Se todas as bichas do Brasil fossem 'travadas' como o Paulo Francis, este país estaria muito melhor".

CLODOVIL, costureiro: "Eu, hein? Nesse angu, eu não me meto!".

APARÍCIO BASÍLIO DA SILVA, escultor e perfumista: "Paulo Francis. É um conselheiro literário formidável".

PIETRO MARIA BARDI, diretor do Museu de Arte de São Paulo: "Na minha idéia, é Paulo Francis, hoje o maior, mais atual, mais vivo, mais inteligente e mais inventivo escritor brasileiro".

TÃO GOMES PINTO, jornalista da Folha: "Caetano Veloso".

CAIO TÚLIO COSTA, jornalista, secretário da Redação da Folha: "Entre a razão e a emoção, eu fico com Paulo Francis".

MARTA SUPLICY, sexóloga: "Eu gosto dos dois, mas nenhum faz a minha cabeça".

TAVARES DE MIRANDA, colunista social da Folha: "Quem faz a minha cabeça é Jesus Cristo".

RUBENS GERCHMAN, artista plástico: "Paulo Francis. Ele está há anos no centro da ação --sempre no front".

JOSÉ GUILHERME MERQUIOR, diplomata, ensaísta e acadêmico: "Não gosto da expressão 'fazer a cabeça'. Acho-a alienada. Quem faz as minhas idéias, com muita dificuldade, sou eu mesmo. Não tenho nada a considerar sobre esses dois personagens".

THOMAZ FARKAS, produtor cinematográfico e empresário: "Os dois me fazem a cabeça, cada qual do seu jeito".

HELENA SILVEIRA, jornalista e colunista da Folha: "Quem me faz a cabeça é Anthonio Carlos, meu cabeleireiro. Admiro Paulo Francis como colega, gosto de Caetano com restrições. Guru é coisa que já era".

JOSÉ ROBERTO AGUILAR, artista plástico: "Caetano é meu amigo, moramos três anos juntos em Londres. Mas o Francis também é genial e seus livros são monumentais. O problema do Francis é que ele é de uma geração que só ouve jazz e música clássica, e passou a largo da geração do rock. Assim, fica reduzindo tudo a uma coisa de 'lumpenproletariat'. Mas o rock não é só isso. O rock já tem sua literatura e sua cultura".

CARLOS VOGT, lingüista e professor da Unicamp: "Gosto da música do Caetano e acho divertida a destemperança com que escreve Paulo Francis".

JOSÉ MIGUEL WISNIK, professor de literatura: "Cada um de nós faz a sua própria cabeça, mas as sete faces do Caetano ressoam mais em mim do que a cabeça de papel do Paulo Francis".

JULIO BRESSANE, cineasta: "Minha cabeça é feita pelos dois. A região que Caetano ocupa, que é a da poesia e onde habito, é a maior. Mas o Paulo Francis, que é hoje o maior articulista do Brasil, também ocupa uma região imprescindível. Inclusive já começamos a trabalhar juntos numa adaptação para o cinema do seu romance 'Cabeça de Papel'".

ZIRALDO, teatrólogo e humorista: "Sou Caetano. Mas não assumo".

MILLÔR FERNANDES, pensador e humorista: "Olhem, não me meto em briga de baianos".

Mais fotos das Finais


Para quem sentiu falta das meninas no álbum anterior, desfilando suas belas pernas, agitando seus cabelos, mordendo os lábios, fazendo caras e bocas (e sim, JOGANDO MUITA BOLA), lances entre as moças do RUN x FDM;
Doces aperitivos do embate surpreendente (e sim, SEMPRE embebido em doses cavalares de heroísmo) entre BAU x RYU, a batalha final;
E mais algumas imagens dos HIPERULTRASUPERMEGAMEGANORRISCAMPEÕES e VICE, PDF x RUN, sig@ por aqui.
A promessa é de que ainda mais vem por aí. Um rumor nos bastidores diz que você (sim, você, você, você, você, você, você, você) foi visto(a) numa festinha por aí. CUIDADO. OU NÃO.  

terça-feira, 7 de junho de 2011

Futebol também é coisa de mulher

Esse ano a CPP resolveu fazer algo de diferente e as meninas se organizaram para que elas próprias escrevessem suas resenhas, para que os prêmios de artilharia, craque e afins fizesse também parte da CPP e para que a copa saísse das mãos femininas mais que nos outros anos. E conseguimos. A CPP de 2011 foi muito bonita. Quatro times se enfrentaram com vontade e compromisso. A raça do RUN, a determinação do RYU, a surpresa do FDM e a união do DPC. As meninas todas estão de parabéns por terem feito uma Copa Patrícia Poeta linda.

Como eu disse anteriormente, nós escrevemos nossas resenhas e por isso mesmo estou aqui. Eu seria a responsável por escrever a resenha pós-jogo da final da CPP. Domingo eu tentei, mas não consegui escrever uma linha sequer. E então resolvi que não ia apenas falar do jogo, da final emocionante que foi protagonizada pelos times do RUN e do FDM e que resultou no Bi Campeonato das laranjas. Porque isso não é o mais importante, o mais importante é agradecer a todas as meninas de todos os times que foram presentes e não deixaram de jogar em nenhuma partida, que cumpriram horários, calendários, e tudo mais. Resolvi falar da CPP. De como foi legal participar e ver que futebol também é coisa de mulher.

Agora, vamos à final, parabéns às calouras, que jogaram com muita vontade e mostraram um futebol maroto e digno de CPP, e que chegaram à final invictas, tendo vencido inclusive o RUN, mas... como houve boatos, elas não contavam com a astúcia da goleira do RUN, que resolveu trabalhar depois de alguns jogos assistindo em posição privilegiada e ao final de um jogo disputadíssimo, as laranjas levaram o ouro por 3x2 , com gols de Flávia, Camila “Chiliquenta” e Julia para o RUN e de Thaís e Fran para o FDM.

E vale dizer que esse ano também fizemos uma seleção CPP, além dos prêmios de Artilharia para Lorena Nêga-Véia (RUN), Craque para Flávia (RUN), Revelação para Moreira (FDM). Melhor Goleira para Gabi (Chun-Lis) e Torcedora Mais Bonita para Ntahalia (RYU). A seleção CPP ficou:

Gol: Gabi (RYU)
Zaga: Julia (RUN)
Linha: Lorena (RUN), Sthefany (DPC) e Moreira (FDM).

Bem, estou muito feliz com a CPP 2011, não só pelo Bi do RUN (cuidado com essas meninas agora!), mas pela festa linda que as meninas fizeram em campo, mostrando suas pernas e seu bom futebol!
Parabéns a todas, ano que vem tem mais e melhor!

Beijos,
Thaís "Vida-loka" "Presidenta" "Criadora do Teste de Confiança" Vidal 

Fotos da Final - CPF

Clique pra ver fotos dos jogos do último sábado, na grande final da Copa Paulo Francis 2011!


 Infelizmente a Patrícia Poeta ficou de fora dessa leva...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Ressaca da CPF

Deixem o chororô e o clima de despedida para depois. O FDM veio anunciar que a CPF ainda não acabou. Não pagamos as cem latinhas, mas iremos promover uma ressaca bem cor-de-rosa.
A festa das Flores-do-Mal acontecerá dia 18 de junho em Parnamirim, no prédio de Rodrigo (que não é calouro, nem faz jornalismo, nem é da federal, mas é brother).
Contamos com a presença de todos :)

Segue o endereço:

Vindo da rosa e silva, dobrando no hospital Agamenon Magalhães, segunda à direita (Rua Estrela), depois primeira à direita (Rua Astronauta Neil Armstrong), o primeiro prédio, um de esquina, Moradas do Parnamirim, número 160.

Ps.: Serão cobrados dois reais por pessoa.

E a Copa Paulo Francis não sai da cabeça

Oi gente, hoje fui escrever umas das crônicas que faltam para o meu TCC, mas a CPF não saía da minha cabeça. Acabei resolvendo escrever sobre a própria copa. Terminei o rascunho agora, mas resolvi partilhar logo com vocês, antes que o gostinho da copa vá embora. Desculpem as falhas, mas acabou de sair do forno.

Eduardo Cazuza

                               

                                      É verdade que no formigueiro os sonhos são obrigatórios?*




Aí vai um caso de pouca repercussão, mas que merece ser esmiuçado. Não é daquelas histórias com começo, meio, fim e lição de moral. Talvez tenha só começo e meio, e olhe lá. Lição de moral, alguns dizem que têm várias, outros duvidam que exista se quer uma só. Não é um fato de alto teor noticiável, apesar de ser estar embebido de jornalismo. É um caso pequeno, do tamanho de um formigueiro, mas que já perdura há oito anos devido às suas corajosas formiguinhas.

Rege a lenda de que tudo começou quando duas turmas de jornalismo da Universidade Federal de Pernambuco marcaram uma pelada. Tudo muito informal, ao estilo futebol, cerveja e conversa. A brincadeira foi se repetindo até que se teve a idéia: “vamos fazer um campeonato”. E assim fizeram. Naquele momento, mesmo sem se dar conta, aqueles seres peladeiros e cervejeiros decidiram também transformar-se em formigas. Cada um deles teria uma pequena função na organização daquela pelada organizada e a cumpriria com toda eficiência possível. E assim fizeram mais uma vez. Estava nascendo aí a pouca conhecida, porém muito amada, Copa Paulo Francis. A escolha do nome gerou polêmica. Houve os concordantes e os discordantes. Mas assim ficou: Copa Paulo Francis. Há quem diga que é uma discussão ultrapassada devido ao fato da Copa, apesar de não ser muito conhecida, ter se tornado mais importante do que o próprio Paulo Francis.

Mas voltando às formigas... Para toda primeira missão cumprida com gosto, surge uma segunda missão. E a segunda missão era bem parecida com a primeira: a segunda edição da Copa Paulo Francis. E assim fizeram outra vez. Com o já buraco escavado, as formigas decidiram transformá-lo em formigueiro. A comissão organizadora aumentou, as funções foram distribuídas de forma mais horizontal, o setor financeiro se comprometeu em arrecadar mais dinheiro, e o pequeno formigueiro foi tomando forma. Com o passar do tempo, as formigas antigas foram ensinando às mais novas como cuidar daquele precioso buraco, e essas, cheias de gosto, se comprometeram em alargar os metros cúbicos daquela casa. Hoje, oito anos depois, a pequena pelada transformou-se num campeonato de seis semanas. Ou melhor, são dois campeonatos. Pois somou-se ao pequeno formigueiro a Copa Patrícia Poeta, disputada pelas garotas do mesmo curso de jornalismo da Universidade Federal de Pernambuco. A discussão do nome também não vem ao caso. São 10 times disputando os dois títulos de campeões durante seis semanas seguidas. Todos os estudantes abrem mão de seus compromissos de sábado a tarde para se fazerem presentes na copa. Tem equipamento de som, narração ao vivo dos jogos, fotógrafos de altíssima qualidade, vídeos, resenhas, expectativas, musa, muso, craque, medalhas, troféus, camisas personalizadas e uma festa a cada final de semana. As formiguinhas dão tudo de si para que o evento aconteça da forma mais impecável possível. Cada um se responsabiliza por uma função, por menor que seja. Um leva o som, o outro traz, um organiza as festas, o outro arrecada os pagamentos. São cargos que vão desde Presidente até Secretário de Eventos Especiais.

O mais lindo é ver as formiguinhas trabalhando. Os olhos brilham a cada missão cumprida, a cada nova idéia para incrementar o formigueiro. Todos almejam a dourada taça de campeão, e fazem de tudo para consegui-la. Indo além de qualquer jogador profissional, os peladeiros da Paulo Francis, se necessário, jogam com braço engessado ou pé quebrado, mesmo que seja abraçado em uma das traves para dar um apoio moral ao time. Entre as cenas mais bonitas da Copa, está a de um goleiro lesionado que a cada defesa chorava de dor. Uma formiga brava que não arredava da baliza por motivo algum. Quem ouve falar, se pergunta: E o que ganha o vencedor da Copa? Que sonho é esse que tanto motiva essas tais formigas? Bem, essas são perguntas que ficam sem resposta, pois a história da Copa Paulo Francis ainda não tem fim nem lição de moral clara. Mas há os arrisquem dizer que o sonho que motiva os garotos que custeiam, realizam e participam da tal competição é o de realizar algo grandioso para si mesmo. Algo que possa ser compartilhado com sinceridade com quem construiu aquilo ao lado de mais alguns. São como formigas mesmo, que guardam consigo a imensidão que existe dentro daquele buraquinho. Para os de fora, sempre será só um formigueiro. Só mais um pequeno buraco no chão. Mal sabem esses de fora que a loucura que acomete as formigas nas suas obrigações é a loucura mais válida do mundo. Apenas porque elas, e apenas elas, podem compartilhar com suas verdadeiras companheiras o seu próprio formigueiro.

Talvez essa seja uma lição de moral que a Copa Paulo Francis deixe. Fazer algo grande apenas para quem está disposto a viver e se esforçar por aquilo. Fazer algo grande para quem é pequeno o suficiente para entrar no formigueiro. Seria um boa lição. Não pensar em glamour, lucro ou repercussão em mídia. Construir algo apenas para os que construíram. Seja uma copa, um jantar, uma música, uma casa, um castelo de areia na praia ou um formigueiro. Talvez assim os sonhos surjam mais facilmente, sejam eles obrigatórios ou não. Parabéns formigas!





*Pergunta extraída do “Livro das Perguntas”, de Pablo Neruda

A segunda volta olímpica do PDF



Câmera: Lorena Xavier Nega Véia Aquino