sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Ouvi dizer que vocês queriam fotos...
Voltando à agitação do blog da CPF, eis as fotos! Mentira, não são AS fotos. São só algumas. Eu mesma tenho outras que não sei onde estão. Então é só um teaser e um incentivo pra quem mais tiver fotos, fazer com que apareçam.
Temam as câmeras, a CPF tá chegando...
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Ajuda!
Camaradas paulofrancianos,
Eu e Rafael passamos esta tarde fazendo a famosa Cana Fuerte. O estandarte novo também foi confeccionado, com muito carinho (com a ajuda do meu irmão Bernardo, de Aaron, Júlia Arraes, Lorena Nega Véia, Camila Estephania e Matheus Torreão). Ainda teremos uma ótima orquestra para animar o caminho.
O porém é o seguinte, tudo isso custa uma graninha. Quem não adquiriu a camisa ainda, ajudaria muito fazendo-o. A quantia é de módicos 15 reais. Estamos aceitando outros tipos de incentivo de quem já tem a camisa, como dinheiro e alimentos não perecíveis. Principalmente dinheiro. E, por favor, não levem alimentos não perecíveis.
É isso, estamos desesperados. Qualquer contribuição seria bem-vinda. Queremos que, assim como a Copa, a Troça saia todos os anos e espalhe alegria pelas ladeiras de Olinda.
Aí vai um videozinho onde eu e Rafael preparamos a Cana Fuerte. Espero que isso instigue todos a irem beber esse líquido etéreo conosco em Olinda e ajudarem a causa!
Abraços a todos,
O Editor-chefe,
André Wally
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
TROÇA CARNAVALESCA JORNALÍSTICA FUTEBOLÍSTICA CERVEJEIRA UNIDOS DA COPA PAULO FRANCIS ANO II
O ano começa e todo mundo só consegue pensar uma coisa: "mais uma Copa Paulo Francis chegando aí!". Sim, sim, e não será mais um ano como outro qualquer. Que fim do mundo que nada! E se ele realmente acontecer vai ser por causa da 10ª edição da Copa mais amada pelos jornalistas de todo o mundo, como bem disse nosso editor-xerife André Wally. Ainda estamos distantes alguns meses das batalhas futebolísticas da CPF, mas viemos anunciar que a TROÇA CARNAVALESCA JORNALÍSTICA FUTEBOLÍSTICA CERVEJEIRA UNIDOS DA COPA PAULO FRANCIS está chegando aí na sua segunda edição para abrir as comemorações desse ano tão importante. E já podemos adiantar algumas informações, haverá uma prévia da Troça CPF na segunda quinzena de janeiro pelas ruas do Poço da Panela, com direito a muitas garrafas de "Cana Fuerte", a bebida com poderes mágicos. Quem viveu pra contar a estória da Troça CPF ano I sabe do que estamos falando. Convidamos todos a fazer uma festa inesquecível. Na semana que vem lançaremos mais informações sobre a prévia e sobre o a Troça, preço dos kits, descontos, promoções, locais de saída, etc. Enfim, um começo de ano muito bom pra todos que fazem da Copa Paulo Francis tudo que ela é! Até semana que vem!
Rafael Magal,
Bi-Muso, Goleiro e Campeão pelo RUN e Presidente da Copa Paulo Francis 2012.
domingo, 1 de janeiro de 2012
10 edições
por André “Wally”*
2012 chegou e se o mundo for mesmo acabar só pode ser por um motivo: a alopração vai ser grande demais na 10ª edição da CPF!
- A o quê?
Isso mesmo, a 10ª edição da Copa Paulo Francis!
Parece que era ontem que eu tinha doze anos, sem saber que o jornal que chegava toda manhã na minha casa era escrito, em grande parte, com a tinta do sangue de dedicados estagiários de jornalismo. Para aqueles da Católica e de outras universidades, a escuridão era plena; o futuro, incerto. Porém, para os alunos da Federal – e como haveria eu de imaginar? –, um brando feixe de luz começava a tomar formato e preencher de esperança o coração dos futuros homens e mulheres da informação.
Afinal, quem poderia prever que, em 2003, nos confins do CAC, da mente sórdida dos seres do corredor de comunicação, formava-se o embrião daquele que viria a ser o maior campeonato de futebol jornalístico do Sistema Solar?
Nove anos se passaram, com jogadores que fizeram sua marca; lendários atacantes, experientes meios-de-campo, seguros zagueiros e goleiros que são verdadeiras barreiras humanas. Musas de enfeitiçar a cabeça dos maiores garanhões. Célebres beberrões, cujos copos têm a intrigante característica de nunca se secarem. Honrosos professores que apoiaram a causa paulofranciana. Torcidas tão vibrantes que, ao assistirem a uma jogada perigosa, provocam terremotos de grito (talvez assim acabe o mundo). Campos que se tornaram sagrados após serem pisados pelos pés – calçados ou não – de alguns dos maiores talentos que o futebol de várzea já viu. Sem contar com os eloquentes comentaristas, os diligentes repórteres e um ou outro engraçadinho disposto a comentar fanfarronices no blog.
Dez edições não é pouca coisa. E ao mesmo tempo que, este ano, devemos celebrar a História que foi construída dentro das quatro linhas dos campos – e nas centenas de linhas do blog –, precisamos também abrir as janelas para os que estão por vir; criarmos História com eles também. Sobrevivemos ao ano de 2011, o primeiro que não contou com nenhum time-fundador da Copa. A 10ª edição está aí para isso. Para entendermos a dádiva que nos foi concebida, a passar o legado adiante, e a aloprar deveras! Porque a CPF não é complexa: é futebol, cerveja e jornalismo. Não é essa a receita do brasileiro para a felicidade? Principalmente a parte do jornalismo?
*Wally é Editor-chefe deste blog, tirânico ditador efetivado no cargo depois de uma tomada de poder em fevereiro de 2011. O seu predecessor, Luiz Felipe Campos, foi condenado à guilhotina, mas, num ato de misericórdia, Wally o deixou viver para que pudesse vagar com o rosto coberto de humilhação quando presenciasse a vitória destruidora do RUN em cima do PDF na última final que irão disputar juntos. Porque os dois vão de novo para final. Está quase garantido.
domingo, 10 de julho de 2011
terça-feira, 5 de julho de 2011
Tchau-tchau
quarta-feira, 22 de junho de 2011
O chilique final de Dona Graça
Pois é, ela chilicou e esperneou, mas nada pode fazer para impedir que a Paulo Francis e a Patrícia Poeta se realizassem nos gramados do Clube Líbano. Agora, Dona Graça dá seu último e certeiro golpe final, pois já está na hora de apagar de vez as luzes.
Matéria do JC (Economia) - 22.06.2011
Matéria do JC (Economia) - 22.06.2011
Clube abrigará empresarial
CONSTRUÇÃO Conic vai investir R$ 60 milhões para erguer um empresarial no terreno do Clube Líbano
O bairro do Pina vai ganhar um novo empresarial. Desta vez, o investimento será conjugado com um tradicional centro recreativo da região, o Clube Líbano Brasileiro. A Construtora Conic Souza Filho vai investir R$ 60 milhões no terreno, cujo empreendimento, de 23 pavimentos, se chamará Empresarial Clube Líbano Brasileiro e irá manter a operação para os sócios. A expectativa é que o projeto seja aprovado pela prefeitura nos próximos dois meses e a comercialização seja feita até o final do ano. Sendo assim, o clube se mantém funcionando até o final do ano.
Na negociação com o clube, a área está sendo trocada por área construída, em um percentual ainda a ser definido, mas deve ficar próximo a 40%. Entre as imposições feitas pelos sócios, estão a manutenção da sede do clube em parte do terreno, construção de novas áreas como piscina e escritório administrativo , além da permanência do nome no empresarial. Algumas construtoras não entenderam nosso pleito e saíram da concorrência, lembra o atual presidente do Líbano, Fábio Kabbaz. Foram três anos de negociação, diz. O clube funciona desde 1952.
O presidente da Construtora Conic, José Luiz de Souza Filho, destaca que cada andar terá 600 metros quadrados (m²). Estudamos e vimos que aquela região demanda um empresarial. Os espaços serão vendidos, comenta o empresário. A partir da compra, alguns investidores devem colocar os espaços para locação. Na estimativa de Souza Filho, praticamente a metade terá, inclusive, como característica de comercialização a venda para investidores.
Enquanto a obra for executada pela empresa, algo previsto para durar três anos, o clube não irá funcionar. O espaço será revisado e depois de pronto irá servir também como área de eventos para o empresarial, além de voltar a funcionar como clube para os sócios, comenta o diretor de marketing da Conic, João Machado. O restaurante Bargaço, que hoje aluga parte do terreno, continuará funcionando durante a obra. Apenas na conclusão será deslocado para o hall de entrada do empresarial, sendo mais um atrativo para o empreendimento. Ao todo, serão ofertadas 800 vagas de garagens, onde 30% devem servir para o público circulante e 70% para o público que irá trabalhar nas salas comerciais.
Em fevereiro, a Conic Souza Filho anunciou uma carteira investimentos de R$ 940 milhões, entre unidades empresariais e residenciais. Entre os já lançados está o Ubaias Center, com 25 pavimentos, sendo quatro de garagem, e 84 salas, com tamanho que varia de 30 a 60 m², com entrega prevista para 2013.
O presidente da Construtora Conic, José Luiz de Souza Filho, destaca que cada andar terá 600 metros quadrados (m²). Estudamos e vimos que aquela região demanda um empresarial. Os espaços serão vendidos, comenta o empresário. A partir da compra, alguns investidores devem colocar os espaços para locação. Na estimativa de Souza Filho, praticamente a metade terá, inclusive, como característica de comercialização a venda para investidores.
Enquanto a obra for executada pela empresa, algo previsto para durar três anos, o clube não irá funcionar. O espaço será revisado e depois de pronto irá servir também como área de eventos para o empresarial, além de voltar a funcionar como clube para os sócios, comenta o diretor de marketing da Conic, João Machado. O restaurante Bargaço, que hoje aluga parte do terreno, continuará funcionando durante a obra. Apenas na conclusão será deslocado para o hall de entrada do empresarial, sendo mais um atrativo para o empreendimento. Ao todo, serão ofertadas 800 vagas de garagens, onde 30% devem servir para o público circulante e 70% para o público que irá trabalhar nas salas comerciais.
Em fevereiro, a Conic Souza Filho anunciou uma carteira investimentos de R$ 940 milhões, entre unidades empresariais e residenciais. Entre os já lançados está o Ubaias Center, com 25 pavimentos, sendo quatro de garagem, e 84 salas, com tamanho que varia de 30 a 60 m², com entrega prevista para 2013.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Sub Campeón
Não basta vestir laranja, ser vice-campeão e ter um craque argentino como referência. Tem que cantar no vestiário!
sábado, 18 de junho de 2011
Festa Rosa CPF
Muitas pessoas chegaram pra mim perguntando se a festa ia ser boa, se os calouros iam conseguir fazer uma festa com a cara da Paulo Francis e outras questões semelhantes. Eu só tenho poucas coisas pra dizer e, consequentemente, responder essas perguntas. O que eu tenho a dizer é que a gente tem que acreditar na festa deles e neles, como parte integrante que são da Copa. E no que diz respeito ao sucesso e qualidade da festa, igualmente depende de todo mundo que fez e faz a Paulo Francis, se nós quisermos e fizermos será muito boa como todas as outras, e se ficarmos pensando em como será e não formos, não ajudarmos e participarmos, aí sim a festa não será boa. Todos sabem, mas eu vou dizer só para reforçar, o que faz a CPF tão boa e tão bem frequentada é a vontade de todo mundo, o empenho e o amor de quem faz a Copa Mais Bonita da Cidade. Ou seja, compareçamos e façamos uma bela festa hoje, às 23h, na Ressaca Rosa da Paulo Francis!
Rafael Magal,
Presidente da Copa Paulo Francis 2011.
Rafael Magal,
Presidente da Copa Paulo Francis 2011.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
RESSACA ETERNA
Pra você que esperou, lamentou, de-sa-cre-di-tou da movimentação de nós jovens do 1º período...
Sábado agora, 23h. O lugar vocês já sabem (AINDA NÃO? porrã, tá aqui)!
FDM tá com a CPF e não abre.
COMPAREÇAM!
FDM tá com a CPF e não abre.
COMPAREÇAM!
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Ressaca da CPF, a Festa Rosa
Relembrando a galerinha que vai ficar em Recife este final de semana: a festa dos calouros acontecerá no sábado, às 23h, no endereço indicado (Rua Astronauta Neil Armstrong, nº160).
Atenção: não é na Praça Fleming, como estavam divulgando por aí, é em Parnamirim!
Bons drink aguardam vocês.
Atenção: não é na Praça Fleming, como estavam divulgando por aí, é em Parnamirim!
Bons drink aguardam vocês.
domingo, 12 de junho de 2011
Mais fotos!
Não acabou! Mais fotos dos jogos e dessa vez vem com algumas da CPP!
Clique aqui
Aproveitem mais esse albúm, enquanto não chega 2012!
Clique aqui Aproveitem mais esse albúm, enquanto não chega 2012!
Chêro, Mila do Meião.
sábado, 11 de junho de 2011
Pictures of Paulo Francis Drinks
Se você manteve sua reputação intacta até a última festa, não se desespere.
A ressaca ainda nem começou...
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Quem faz mais a sua cabeça: Paulo Francis ou Caetano Veloso?
31/07/2009 - 06h20
Episódio em que Caetano chamou Paulo Francis de "bicha amarga" rendeu polêmica
da Folha Online
"Agora o Francis me desrespeitou. Foi desonesto, mau-caráter. É uma bicha amarga. Essas bonecas travadas são danadinhas" - Caetano Veloso, sobre Paulo Francis, em matéria da "Ilustrada" de 1983.O baiano Caetano Veloso entrevistou o inglês Mick Jagger em 1983 e Paulo Francis não gostou do que viu, muito menos do que ouviu. O jornalista achou que Caetano fez perguntas bestas ao cantor dos Rolling Stones. E que Jagger zombou do cantor brasileiro. Francis escreveu um artigo sobre a entrevista e aí quem não gostou foi Caetano, que respondeu chamando Francis de "bicha amarga" e "mau-caráter". Arrebatou com a seguinte frase: "Essas bonecas travadas são danadinhas".
| Reprodução |
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Ruy Castro saiu a perguntar para intelectuais, artistas, jogadores de futebol e a quem mais tivesse algo a dizer: "Quem faz mais a sua cabeça: Paulo Francis ou Caetano Veloso?" O publicitário Washington Olivetto saiu-se com essa: "Que país mais chato este, em que os inteligentes brigam e os burros andam de mãos dadas!".
Mas de chata a polêmica não teve nada. Leia abaixo trechos do livro "Pós-Tudo - 50 Anos de Cultura na Ilustrada", da Publifolha, que relembram e explicam o episódio.
Concebido como uma espécie de "livro-documentário", o volume narra, em registro pop e "cinematográfico", os 50 anos da Ilustrada, com textos e depoimentos inéditos sobre o caderno e uma antologia de artigos, entrevistas, frases, fotos, ilustrações e quadrinhos publicados entre 1958 e 2008. Conheça o livro.
*
PAJÉ CONTRA PAJÉ No dia 25 de junho de 1983, Paulo Francis publicou na Ilustrada um texto intitulado "Caetano, pajé doce e maltrapilho". Era uma referência ao compositor baiano, que havia participado de uma entrevista com Mick Jagger no programa "Conexão Internacional", da Rede Manchete, conduzido pelo jornalista Roberto D'Ávila, com a participação de Walter Salles atrás das câmeras (ele ainda não se tornara o famoso cineasta de "Central do Brasil").
D'Ávila convidara Caetano para participar da conversa com o líder dos Rolling Stones. O autor de "Tropicália" era visto por muitos como uma versão brasileira dos grandes astros pop internacionais dos anos 60, com a vantagem de ser também considerado um artista-intelectual.
Para Francis, no entanto, esse status parecia problemático. O colunista elogiava Caetano, considerava-o até melhor do que Jagger como compositor, mas criticava o fato de ele falar "de Pajé contra pajé tudo com autoridade imediatamente consagrada pela imprensa, que é mais deslumbrada do que o público". Para ele, transformado em "totem", Caetano teria se apequenado diante de Jagger no "Conexão Internacional": "É evidente, por exemplo, que Mick Jagger zombou várias vezes de Caetano na entrevista na TV Manchete. O pior momento foi aquele em que Caetano disse que Jagger era tolerante e Jagger disse que era tolerante com latino-americanos (sic), uma humilhação docemente engolida pelo nosso representante no vídeo".
O colunista também fez reparos a uma pergunta feita por Caetano a Jagger sobre o lugar do rock na história da música. "Essa pergunta simplesmente não se faz em televisão, ou até em jornal. É de um amadorismo total. Só serve para seminários de 'comunicação' no interior da Bahia. Não é uma pergunta jornalística. Jagger começou a debochar aí."
O artigo não provocou uma resposta imediata de Caetano. Ele não enviou ao jornal um artigo, como se poderia supor. Mas, aqui e ali, em entrevistas, foi falando do assunto. Convidado a manifestar-se sobre o caso na coletiva para o show "Uns", em São Paulo, em outubro de 1983, chamou o jornalista de "bicha amarga".
Francis retrucou em sua coluna: "Duas sorridentes cascavéis deste caderno me comunicaram hoje que Caetano Veloso me agrediu numa coletiva. Outro tema de debate: cantor de samba fazendo show vale uma coletiva? Por quê? Bem, fiz críticas culturais ao estilo de personalidade de Caetano, o flagelado milionário de 'boutique', servil como um escravo diante do condescendente Mick Jagger. São críticas, certas ou não, mas culturais. Qual é a resposta de Caetano? Diz que sou uma bicha amarga e recalcada. É puro Brasil. Ao argumento crítico, o insulto pessoal. Mas o insulto é o próprio Caetano. Afinal, o que ele quer dizer é que sexualmente sou igual a ele, e usa isso como insulto."
A temperatura esquentou e a Ilustrada fez uma enquete sobre quem faria a cabeça dos intelectuais e descolados da época. Francis ou Caetano? O caderno ouviu de José Guilherme Merquior a Casagrande, passando por Henfil e José Arthur Giannotti. Curiosamente, Caio Túlio Costa, que ainda não era ombudsman, mas secretário de Redação da Folha, ficou com Francis. Mais tarde, ele também teria um entrevero com Caetano, ao criticar o filme "Cinema Falado" (1986), lançado pelo compositor.
*
QUEM FAZ MAIS A SUA CABEÇA: PAULO FRANCIS OU CAETANO VELOSO Por RUY CASTRO
8 de outubro de 1983 - Ilustrada
Com colaboração de Âmbar de Barros
É a polêmica do século. Ou a deste fim de semana -por aí. A cidade está acompanhando, entre perplexa e apaixonada, a briga entre o jornalista Paulo Francis, correspondente da Folha em Nova York, e o cantor e compositor Caetano Veloso, pelas páginas deste caderno. Há algumas semanas, Paulo Francis criticou a entrevista que Caetano realizou com Mick Jagger no programa "Conexão Internacional", da TV Manchete, classificando de reverente e submissa a postura de Caetano diante do complacente líder dos Stones.
Caetano não gostou e, numa entrevista coletiva nesta terça-feira, rompeu publicamente com Francis, a quem sempre admirou, chamando-o de "bicha amarga" e "boneca travada". A resposta de Paulo Francis foi publicada na edição de quinta, em que ele devolve a Caetano os epítetos e lamenta que um argumento cultural seja respondido com insultos.
Tsk, tsk. Mas a briga existe e não se fala em outra coisa. Espera-se que ela sirva pelo menos como base de discussão sobre o conceito do intelectual no Brasil, a liberdade de expressão e a maior ou menor qualidade da nossa atual produção artística. Afinal, ambos têm mais do que cacife para isso.
São pessoas corajosas, inteligentes e talentosas. E estão entre os intelectuais e artistas que mais fizeram cabeças neste país nos últimos 20 anos. Quem faz mais a sua cabeça: Paulo Francis ou Caetano Veloso? Esta foi a pergunta que a Folha fez a várias pessoas influentes. Eis as respostas. (E, ah sim, antes que eu me esqueça: nenhum dos dois é bicha.)
AUGUSTO DE CAMPOS, poeta e tradutor: "Não tem dúvida: sou 100% Caetano".
JÚLIO MEDAGLIA, maestro e um dos inventores do tropicalismo: "Neste momento, Paulo Francis é mais criativo. Ultimamente, Caetano só tem feito boleros".
DÉCIO PIGNATARI, poeta e professor de literatura: "Os dois fazem igualmente a minha cabeça. Paulo Francis é um homem claramente ideológico e às vezes incursiona no terreno artístico. Caetano é o contrário".
MINO CARTA, jornalista e editor da revista Senhor: "Com respeito por ambos, nem um nem outro".
GILBERTO BRAGA, autor de novela "Louco Amor": "Pela emoção, Caetano. Pela razão, Paulo Francis. Mas, pelo que andam dizendo um do outro, eu poria os dois de castigo durante uma hora".
CARLOS BRICKMAN, jornalista, editor de economia da Folha: "Entre os dois, graças a Deus fico com Millôr Fernandes".
HENFIL, cartunista: "Paulo Francis. Pela sabedoria, pelo compromisso com as outras pessoas e pelo seu orgulho de ter sido preso por suas idéias, enquanto Caetano se envergonha disso. Caetano diz que não lê jornais, mas é capaz de citar o dia e a página de qualquer jornal que tenha falado dele, mesmo que seja a 'Gazeta de Nanuque'. E eu gosto mais da música do Francis".
BELISA RIBEIRO, apresentadora do programa "Canal Livre": "Caetano. Porque, por ele, dá para a gente se apaixonar".
ZÓZIMO BARROZO DO AMARAL, colunista: "Paulo Francis. Eu faço parte da macaquice do auditório dele".
FÁBIO MAGALHÃES, secretário da Cultura municipal: "Nenhum dos dois".
JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI, filósofo e professor: "Os dois não fazem nem o meu pé, quanto mais a minha cabeça".
CARLITO MAIA, publicitário: "Quem faz a minha cabeça é o Goulart, que me corta o cabelo".
FLÁVIO GIKOVATE, psicanalista: "Caetano Veloso. Sem comentários".
JOÃO CÂNDIDO GALVÃO, jornalista, editor-assistente de Veja: "Paulo Francis, porque é mais paradoxal. Caetano anda muito óbvio".
SÓCRATES, jogador do Corinthians e da Seleção: "Admiro os dois como profissionais destacados em suas respectivas áreas, mas nenhum deles faz a minha cabeça. Aprecio informações do Paulo Francis, gosto de muitas músicas do Caetano, mas nenhum deles influi na minha maneira de pensar ou agir".
CASAGRANDE, centroavante do Corinthians: "Caetano Veloso. É um poeta. Gosto também do comportamento dele, que é agressivo com a sociedade. Aliás, como o meu".
MARÍLIA GABRIELA, apresentadora do programa "TV Mulher": "Quando eu quero poesia, prefiro Caetano. Quando quero bom jornalismo, prefiro Paulo Francis".
JOÃO DÓRIA JR., presidente da Paulistur: "Nenhum dos dois. Mas eu prefiro a doçura musical do Caetano à acidez redacional do Paulo Francis".
ANGELI, cartunista: "Eu misturo os dois. Pego o lado doce do Paulo Francis e o ferino do Caetano".
GERALDO MAYRINK, jornalista, editor-assistente de IstoÉ: "Paulo Francis - porque, pelo menos, nunca pediu a minha cabeça, como fez o outro. Além disso, Francis se tornou um dos maiores entertainers do nosso show business".
EDUARDO MASCARENHAS, psicanalista: "Caetano, claro, porque tem mais humor, talento e arte que o sr. Paulo Francis. Caetano já me faz a cabeça há 15 anos. Já o sr. Paulo Francis, no que respeita a subjetividade, é extremamente primário. Mas eu não sei como andam os interiores do sr. Paulo Francis".
WASHINGTON OLIVETTO, publicitário: "Que país mais chato este, em que os inteligentes brigam e os burros andam de mãos dadas!".
ANTONIO MASCHIO, ator e proprietário do Spazio Pirandello: "Paulo Francis, sem dúvida. É um homem do mundo. Caetano, quando muito, é um homem do Brasil. Se todas as bichas do Brasil fossem 'travadas' como o Paulo Francis, este país estaria muito melhor".
CLODOVIL, costureiro: "Eu, hein? Nesse angu, eu não me meto!".
APARÍCIO BASÍLIO DA SILVA, escultor e perfumista: "Paulo Francis. É um conselheiro literário formidável".
PIETRO MARIA BARDI, diretor do Museu de Arte de São Paulo: "Na minha idéia, é Paulo Francis, hoje o maior, mais atual, mais vivo, mais inteligente e mais inventivo escritor brasileiro".
TÃO GOMES PINTO, jornalista da Folha: "Caetano Veloso".
CAIO TÚLIO COSTA, jornalista, secretário da Redação da Folha: "Entre a razão e a emoção, eu fico com Paulo Francis".
MARTA SUPLICY, sexóloga: "Eu gosto dos dois, mas nenhum faz a minha cabeça".
TAVARES DE MIRANDA, colunista social da Folha: "Quem faz a minha cabeça é Jesus Cristo".
RUBENS GERCHMAN, artista plástico: "Paulo Francis. Ele está há anos no centro da ação --sempre no front".
JOSÉ GUILHERME MERQUIOR, diplomata, ensaísta e acadêmico: "Não gosto da expressão 'fazer a cabeça'. Acho-a alienada. Quem faz as minhas idéias, com muita dificuldade, sou eu mesmo. Não tenho nada a considerar sobre esses dois personagens".
THOMAZ FARKAS, produtor cinematográfico e empresário: "Os dois me fazem a cabeça, cada qual do seu jeito".
HELENA SILVEIRA, jornalista e colunista da Folha: "Quem me faz a cabeça é Anthonio Carlos, meu cabeleireiro. Admiro Paulo Francis como colega, gosto de Caetano com restrições. Guru é coisa que já era".
JOSÉ ROBERTO AGUILAR, artista plástico: "Caetano é meu amigo, moramos três anos juntos em Londres. Mas o Francis também é genial e seus livros são monumentais. O problema do Francis é que ele é de uma geração que só ouve jazz e música clássica, e passou a largo da geração do rock. Assim, fica reduzindo tudo a uma coisa de 'lumpenproletariat'. Mas o rock não é só isso. O rock já tem sua literatura e sua cultura".
CARLOS VOGT, lingüista e professor da Unicamp: "Gosto da música do Caetano e acho divertida a destemperança com que escreve Paulo Francis".
JOSÉ MIGUEL WISNIK, professor de literatura: "Cada um de nós faz a sua própria cabeça, mas as sete faces do Caetano ressoam mais em mim do que a cabeça de papel do Paulo Francis".
JULIO BRESSANE, cineasta: "Minha cabeça é feita pelos dois. A região que Caetano ocupa, que é a da poesia e onde habito, é a maior. Mas o Paulo Francis, que é hoje o maior articulista do Brasil, também ocupa uma região imprescindível. Inclusive já começamos a trabalhar juntos numa adaptação para o cinema do seu romance 'Cabeça de Papel'".
ZIRALDO, teatrólogo e humorista: "Sou Caetano. Mas não assumo".
MILLÔR FERNANDES, pensador e humorista: "Olhem, não me meto em briga de baianos".
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