terça-feira, 3 de abril de 2012

Memória CPF 3 - Wagner Sarmento

"Ontem, na rodada final, jogamos sério, mas sem estímulo, já que a equipe adversária jogava sem dois jogadores. Atacamos o tempo todo e perdemos muitas chances (vou fazer um "mea culpa", perdi muitos gols). O placar foi justo, 14 x 0. Isso apesar do MAA ter criado algumas chances principalmente com o cara habilidoso das chuteiras vermelhas (ontem, tinha gente chamando o cara de Dorotee, do Mágico de OZ)."
Nono (IMP), 21 de julho de 2003
"Quanto a colocar em dúvida a honestidade da PIA, calma lá, Wagner (suponho que tenha sido você quem escreveu esse post não assinado) [...] Usar desse tipo de argumento, usar de frases como 'ver a PIA - e sobretudo Gatis - reclamando de alguma coisa nesta edição da copa soa como piada (de muito mau gosto)'.É o se fazer valer do mais baixo tipo de argumentação. Você não precisa tentar desmerecer seu oponente para que seus argumentos se sobreponham. Essa é uma estratégia típica de quem não tem argumentos fortes."
Guilherme Gatis (PIA), 11 de agosto de 2007
"Ops, foi mal, Gatis. Esqueci de assinar. Fui eu mesmo."
Wagner, em resposta, 11 de agosto de 2007.
"Wagner não é Pelé. Nem se compara. E não porque Pelé é melhor, mas porque simplesmente não se compara. Wagner é Wagner. [...] E eu me orgulho de ter Wagner Sarmento marcado na história da Copa, e não Pelé, não Romário."
Diogo Madruga (BAU), 13 de abril de 2008
"Eu costumo dizer que não conheci ninguém que merecesse ganhar a Copa mais do que ele. Wagner jogava com amor, ele namorava a taça da CPF quando ainda era um infante na competição, ele a desejava como um noivo deseja a esposa na hora do casamento."
Benjamim de Moura (MSN), 7 de maio de 2010
"A despolitização e a sucessão de gerações fez com que essas discussões se encerrassem e muita gente passou a tratar com vassalagem reis e rainhas sem a altura da majestade."
Luís Henrique Leal, 7 de maio de 2010
"A história é contada pelos vencedores. O choro, deixo contigo. 64 abraços."
7 de maio de 2010, Wagner Sarmento, em resposta.
"Wagner, de fato, não foi um atleta desprezível... Afinal ele foi um dos que aprendeu na Escolinha do Dudu."
Eduardo Maia (MSN), 2 de abril de 2012. 
Um dos mais célebres jogadores da Copa Paulo Francis, o próximo personagem do Memória CPF cultivou idólatras e desafetos; atingiu a incrível marca de 64 gols em cinco edições, sob o protesto de alguns que o acusavam de "banheirista"; mesmo nunca querendo ser cartola, chegou ao mais alto cargo da organização, para sair dramaticamente; uma figura controversa, que divide comentários arrogantes com enorme afeição por tudo o que a Copa representa. Assim como o próprio Paulo Francis no mundo jornalístico, Wagner Sarmento (também atendido pelas alcunhas "W9", "W64", ou Rainha), goleador do MAA, fez história na CPF, tanto pela sua competência quanto pela capacidade de gerar polêmicas.
E a palavra hoje - na série que deu a primeira pulsão de vida ao blog em 2012 - não é de ninguém menos que ele, a Rainha. Que tenha início, a história:

Memória CPF - Wagner Sarmento

Eu sou Pelé. Começar um texto com esta frase implica uma responsabilidade imensa pras linhas que virão a seguir.
Digo que sou o Pelé da Copa Paulo Francis mesmo sem nunca ter jogado num esquadrão como o Santos dos anos 60 e o Brasil de 70. Bem longe disso. O MAA, desde o começo, sempre foi sinônimo de superação. Nos dois primeiros anos, sequer tínhamos um time inteiro. Disputamos sempre com um ou dois jogadores a menos, com a cara, a coragem e a alma. Sabíamos das nossas limitações tanto quanto de nossas qualidades. Varremos os escombros de cada derrota nestes jogos iniciais pra erguer o time vencedor do futuro.
Nestes 6 anos de copa, eu tive meu Coutinho. Na verdade, ele prefere ser chamado de Maradona. Júnior era o cérebro e motor do time, o cara que deve ser responsável por mais de dois terços das jogadas que resultaram em gols meus. O MAA tinha ainda a segurança de Rodrigo no gol, a bravura de Tiago Maciel, a entrega de João Neto, a malemolência de David, o Neymar albino, e a onipresença do meu parceiro JB, que da França nos anos derradeiros de copa emanava torcida e fé.
Das tantas emoções que a Paulo Francis me proporcionou, duas guardo com carinho especial e reconto aqui, neste espaço de saudades e lembranças.

Comemoração do gol 50, sobre o PDF
1) Em 2007, eu, então presidente da copa, decidi renunciar e me afastar dos gramados por discordâncias políticas. O MAA começou o campeonato sem mim. Ganhou uma aqui, perdeu outra acolá e o clamor pelo meu retorno foi crescendo. Nas ruas, crianças pediam pela minha volta. Abaixo-assinados rodavam pelo orkut e em listas de e-mail. Faustão lançou campanha. A pressão era grande. O amor pelo futebol, maior ainda. Voltei. O jogo seria contra o PDF, debutante e sensação da copa. Só se falava em Princesa Sarah, o craque dos cabelos vermelhos que incendiava o torneio. Era o duelo do líder PDF contra o eterno azarão MAA. Mas se tem uma coisa que sempre pautou a copa foi a tal da hierarquia. Naquele 5 de agosto, ela se fez soberana. Se o PDF tinha a Princesa Sarah, o MAA tinha a Rainha W9. Voltei marcando 3 gols e o MAA sapecou 4 a 0 no time verde. Andershow viria a ser meu pupilo e um dos maiores craques da Paulo Francis. Será um prazer jogar ao lado dele este ano. Um ataque majestoso.

Em pé: David, Wagner e Júnior
Agachados: Rodrigo e Tiago
2) O gol 50 foi a apoteose de minha história na copa. Talvez ninguém tenha amado a Paulo Francis como eu amei. A ela devotei meu suor e minha alma. Sorri, joguei, briguei, ganhei fãs e desafetos, fui feliz. 2008 era o ano de minha despedida e o MAA seria o primeiro time a dizer adeus sem ter sido campeão. Quis o destino que o gol com peso de milésimo fosse contra o PDF, decerto nosso adversário mais marcante. Em três jogos contra os verdes, foram três vitórias do MAA. A última delas, épica, histórica. O 7 a 2 não conta o simbolismo da partida. Foi o jogo do gol 50. Pelé e Romário fizeram o milésimo de pênalti, eu fiz o meu com bola rolando, sem script ensaiado. Drible e chute seco, de bico, com raiva. Ajoelhei-me perto do meio-campo e recebi o abraço de meus companheiros, um a um, os guerreiros azuis, artífices do meu recorde. Dei volta olímpica, ganhei faixa de cartolina, fiz discurso, chorei. Voltei a campo, fiz mais dois gols. Na verdade, fiz muito mais que isso. Duvidaram e eu respondi com bola na rede. O MAA foi campeão e eu fui eleito craque e artilheiro com 18 gols.
Fui chamado de ditador quando, por questões humanitárias e sociais, liderei em 2005 a costura diplomática que resultou na criação do UAL (Unidos pelo Álcool), uma fusão entre MAA (Movidos a Álcool) e VTU (Vamos Tomar Uma), classificada por meus detratores como opressiva. Ao fim da copa, despedi-me ironicamente com 64 gols. Isso mesmo, 64. O número, mais emblemático impossível quando se fala em tirania, crava uma só certeza: minha ditadura é o gol.

MEMÓRIA EM VÍDEO

Abaixo, vídeo feito em 2011 sobre Wagner Sarmento. O título também é Memória CPF, inspiração para esta série.




segunda-feira, 2 de abril de 2012

Memória CPF 2 - Eduardo Maia

Continuando a série "Memória CPF", apresentamos mais uma peça chave que ajuda a montar o quebra-cabeça da História da Copa. A palavra desta vez é do primeiro "Craque Paulo Francis", Eduardo Maia (MSN). Como sabemos, o maior artilheiro da competição foi Wagner Sarmento, do MAA, marcando 64 gols em seu tempo. Porém, muitos jogadores da primeira geração afirmam que, se tivesse participado de mais edições, o atacante do MSN poderia ter superado o número. Enfim, são questões que não pretendem ser - nem nunca serão - respondidas; tanto é que, no texto a seguir, Maia nem toca no assunto. Como o título trata de afirmar diretamente, se trata do embrião da ardente rivalidade paulofranciana.
Pois bem... o texto:

O primeiro grande clássico: IMP X MSN
Por Eduardo Cesar Maia

O melhor time que vi jogar no meu tempo de Paulo Francis foi o IMP – ainda que eles tenham atuado apenas no primeiro ano (2003) e que o tenhamos derrotado por duas vezes em jogos realmente emocionantes. O melhor, portanto, nem sempre é o maior ou o mais merecedor. Não quero aqui fazer média com os caras e tentar uma trégua diplomática 10 anos depois da guerra. De fato, as duas partidas foram verdadeiras batalhas, com lances polêmicos, xingamentos pesados, carrinhos do joelho pra cima, expulsões, confusões extracampo etc.; mas a realidade é que, pelo menos nos três primeiros anos da Copa¹  , os outros times não conseguiam fazer partidas no nível das que IMP e MSN realizavam, seja pela qualidade técnica, seja pela rivalidade feroz entre os atletas. Os jogos com os times dos calouros (na época o MAA e a PIA) eram encarados por nós e pelo IMP como simples treinos e como ocasião para marcar muitos gols e tentar a artilharia. Os placares eram sempre muito elásticos.
Muito frequentemente, vocês bem o sabem, a carreira de jornalismo e a prática do futebol não costumam andar juntas ou, quando andam, geralmente o fazem de forma, digamos, desengonçada. Era difícil para qualquer turma, inclusive para o meu MSN, conseguir completar o time, muito menos ter reservas no banco. Tivemos sempre que contar com a boa vontade de jogadores improvisados, que nunca tinham batido uma pelada na vida. Mas o IMP era um pouco diferente, e neste ponto começo a justificar minha opinião de que eles tiveram o melhor time da época. Os IMParciais (nome babaca, alguns dirão, e eu concordo...) tinham pelo menos 4 jogadores acima da média.

Imparciais
Diogo Argentino, Heiner Farias, Marcelo Pedroso,
Leo Salazar, Lula e, na horizontal, Grupillo.
 
Destaco, em primeiro lugar, o maior atacante da época, o matador Diogo Argentino, uma espécie de “Evair” da Paulo Francis, que sabia tanto finalizar com frieza e precisão quanto servir os colegas com assistências muito bem feitas. Minha disputa pessoal com Diogo era uma coisa antiga, desde os tempos de colégio (Lubienska), mas hoje reconheço nele um jogador muito mais talentoso do que eu, com muito mais controle de bola, apesar de às vezes faltar nele, em momentos decisivos como aquele, um pouco mais de garra e de liderança. Nossa rivalidade foi ainda aumentada porque ambos atrasamos o curso no mesmo ano para fazer um intercâmbio na Espanha e lá jogamos muitas vezes juntos e separados; quando voltamos, fomos disputados por nossas antigas salas para compormos o time original. Por isso, nunca joguei pela OBC (turma na qual concluí o curso) e ele nunca jogou pelo MSN (idem). Menciono, ainda do IMP, o nome de Leonardo Salazar, que também conheço desde moleque, das peladas que batíamos num campão de terra onde hoje está erguido o edf. Sítio Jacobina, nas Graças. Leo é um grande zagueiro, forte e habilidoso com a bola nos pés. Jogou sempre com muita garra, mas acabou prejudicando o seu time por excesso de nervosismo e por ter sido expulso duas vezes em jogos conosco. Admito, aqui, que uma das nossas estratégias (do grego ΣΤΡΑΤΗΓΙΚΗΣ, do inglês strategy, do francês stratégie) era provocá-lo no jogo e fora de campo. O maior craque do IMP, no entanto, em minha opinião, era Luiz Marcelo, o Lula, que hoje é músico e toca na banda Mula Manca, se é que ainda existe o grupo (vou mandar meu estagiário apurar o fato). Jogador completo: atacava com velocidade e habilidade; defendia com força e inteligência – um “Xavi” do jornalismo. À época, eu jogava com ele uma pelada de altíssimo nível todas as quintas-feiras num campinho na Fernandes Vieira, e ele era invariavelmente um dos primeiros a ser escolhido na hora de tirar os times.
Os três que mencionei eram os verdadeiros craques na origem da Paulo Francis, e o IMP ainda contava com Heiner Farias, um jogador competente e útil, mas de um nível um pouco abaixo dos demais. Completavam o time os perronhas Artur Grupillo e Marcelo Pedroso, que tentavam pelo menos dar umas lapadas quando entravam em campo, mas nem isso eles conseguiam. Outra grande vantagem do IMP era contar com um bom goleiro (coisa rara na Paulo Francis): André Telles.

Movimento dos Sem Nome
De pé: Léo Grego, Rafael Ferreira, Eduardo Maia, Arthucano, Benjamim.
Sentados: Carlos Gamarra, Dudu Surf, Marcelo e Vilela.
Minha equipe – o glorioso MSN – era, pelo menos no papel, muito mais modesta. Tínhamos, é verdade, um zagueiro muito bom, Carlos “Gamarra”, essencial na nossa conquista. Jogava com muita força, mas sem cometer tantas faltas, e sabia sair com a bola com categoria. Jogou bem todas as partidas e era o ponto de equilíbrio do time. Arthur Gomes, que ficou conhecido na época como “Arthucano” por suas perigosas tendências direitistas, era um jogador muito bom, mas sofria com uma série de problemas físicos: joelho podre, tornozelo, coluna... Ele fez um grande esforço para jogar a Copa e jogou muito bem, disputando, inclusive, a artilharia. Nosso atacante fixo era Dudu Surf, que tinha um bom controle de bola e fez gols importantes, mas era um tanto irregular, porque vivia pensando em Maracaípe, mesmo na hora dos jogos. Deixou o MSN na mão em alguns fins de semana por preferir o surf ao futebol, um pecado mortal que ele ainda pagará no inferno. Mas, quando entrava para jogar, colaborava muito. Leo Grego, nosso homem no Itamaraty, era um zagueiro esforçado e brigador; compensava as deficiências técnicas com muita vontade de ganhar e com lapadas nas canelas dos outros: foi fundamental nos jogos mais duros. Sobre mim mesmo, diria que me superei nessa Copa. Não tinha a habilidade de Diogo Argentino, nem a força de Salazar e muito menos a “completude” futebolística de Lula, mas coloquei toda a minha vontade em cada partida, e aproveitei muito o fato de chutar bem de longe, marcando muitos gols dessa forma. Renato Lima foi nosso “gigante” no gol. Defendia a meta com muita raça e se atirava nas bolas sem se importar com a queda e não tinha medo das bombas dos atacantes adversários... Tanto que machucou a mão e foi substituído pela revelação Rafael Ferreira, que foi o goleiro da grande final e teve um papel importante no resultado. É dele a invenção da “defesa manchete”, que consiste em suavizar um chute potente utilizando o conhecido movimento de braço utilizado por jogadores de vôlei. Era estranho – verdade – mas funcionava.
O primeiro jogo – No primeiro enfrentamento, lembro-me de que o domínio do IMP era quase absoluto: mandaram no primeiro tempo e saíram na frente com um gol de Diogo Argentino. Deixo vocês com o depoimento de Benjamim sobre o confronto, escrito na coluna que ele mantinha no blog da Copa daquele ano, no qual comentava todas as rodadas: “O segundo confronto da rodada era o clássico mais esperado da primeira fase. IMP e MSN se enfrentaram fazendo o jogo que muitos apontam como a provável final da Copa. Os dois times iniciaram o jogo na defesa. Foi o contra-ataque do nono período que funcionou melhor. Diogo Lopez marcou aos seis do primeiro tempo. Cinco minutos depois Dudu Maia empatou. Diogo Lopez, terceiro lugar na briga pela artilharia, com dois gols a menos, e Arthur Grupillo marcaram para o IMP antes do intervalo. No segundo tempo, o MSN iniciou no ataque e no primeiro minuto de jogo Arthurcano marcou o gol que lhe garantiu a artilharia da Copa por mais uma rodada. Dudu Maia empatou aos dez minutos e aos dezessete pôs o MSN na frente pela primeira vez na partida, que terminou com esse placar”. Como você podem perceber, foi um jogaço... E começou aí o clima de hostilidade e pancadaria que iria se repetir no último e decisivo confronto.

O IMPério tenta contra-atacar
Antes da grande final, alguns jogadores do IMP fizeram um protesto
contra a organização do torneio. Segundo eles, os articulistas do
Blog da CPF estavam maculando suas imagens e transformando-os
em vilões... Quem mandou acreditar em IMParcialidade, hein, papai?
Terminamos, portanto, a primeira fase do torneio em primeiro lugar, e chegamos à final com o direito de empatar a partida, mas o MSN nunca foi time de jogar pelo empate. O time começou o jogo de forma muito intensa, até mesmo nervosa, mas acabou dando certo e acabei marcando o primeiro gol do dia, em um chute forte, cruzado e de longa distância. Os Imparciais, pressionados pela necessidade de marcar pelo menos dois gols, foram para cima e conseguiram o empate com um gol de Diogo Argentino. A partir daí lembro que o jogo pegou fogo: catimbas, ameaças, pancadas realmente fortes... Tudo se encaminhava para uma briga generalizada entre os dois times e mesmo com gente que só assistia, mas que queria ver o cacete comer de qualquer jeito. Não quero cometer injustiças e dizer que eles tiveram a culpa: estava todo mundo no mesmo clima, mas a diferença é que nós mantivemos a calma diante do juiz, e ele não teve como expulsar ninguém do nosso time (levamos quatro cartões amarelos, mas ninguém repetia o erro). Do outro lado, Leo Salazar, muito nervoso desde o princípio, acabou levando o vermelho. Desempatei o jogo após uma jogada muito bem feita por Carlos Gamarra e Arthurcano, e o jogo terminou dessa maneira. Os destaques da partida, segundo a crônica esportiva da época, foram o goleiro Rafael Ferreira e Dudu Maia (sim, eu mesmo), do MSN; e, também, Diogo Argentino, do IMP, que conquistou a artilharia do campeonato. Depois, a emoção tomou conta de todos e só posso dizer que houve entrega de medalhas, do troféu e até volta olímpica. A bonita e imponente taça de campeões da 1º Copa Paulo Francis encontra-se atualmente em minha residência, e todos os dias olho para ela com orgulho... Ainda sobre a partida final, quero registrar que o jogo foi filmado pela nossa colega de classe Maria Eduarda Andrade, que hoje é cineasta/documentarista em NY. O material está sendo procurado pela mesma e, se encontrarmos, prometemos uma sessão especial no Cine São Luiz para exibição dessa peça de rara qualidade cinematográfica e futebolística.


Epílogo

Bem, no ano seguinte (2004) as coisas foram bem diferentes... O IMP já não participou, não fomos campeões (o título ficou com o medíocre time do OBC...); mas conquistei a artilharia com um número de gols que acho que até hoje não foi batido numa única Copa. Ainda não conseguimos resgatar estes dados para confirmar, portanto isso fica pra um próximo texto.



¹ Em 2003, fui campeão e fiquei em segundo lugar na artilharia; em 2004, vice-campeão e artilheiro absoluto, com mais de 10 gols a frente do segundo lugar; em 2005, não pude mais jogar, mas acompanhei os jogos da Copa.

domingo, 1 de abril de 2012

Tabela CPF 2012

Meninas, corram para as manicures para reparar as unhas roídas!
Meninos, vão logo calibrando seus pés, que devem estar desajustados de tanto tapear nervosamente o chão.
"Habemus Copam", são as palavras que rondam nos bastidores do mundo jornalístico. E não só no curso da Federal. Este ano, a Copa é de todos! Veteranos da CPF, agora respeitados profissionais de sucesso, virão de todo o país para ter uma chance de reviver o mais master dos campeonatos de futebol do Universo.
Para provar que o Paulo Francis 2012 é algo concreto, disponibilizamos a Tabela de Jogos da décima edição da Copa Paulo Francis. Nela, você conferirá que muito mudou. Por haver apenas cinco times masculinos este ano, devido à inesperada saída do PDF, adicionamos um time de veteranos como convidado especial para jogar um amistoso a cada rodada.
Além disso, na Copa Patrícia Poeta participam pela primeira vez cinco times, igualando com a disputa masculina. Desta maneira, de forma inédita, os dois torneios começarão simultaneamente, o que é bem excitante. Outras alterações no formato, algumas radicais, também irão ser reveladas ao longo da semana. Esperem novidades na Copa em si, no blog, nos prêmios e nas festas. A décima edição não passará em branco e logo menos vocês saberão por quê.
É estranho, contudo, constatar que as cores verde e amarelo não ponteiam o quadro este ano, mas ao menos veremos um verdadeiro arco-íris de times na equipe dos veteranos (porra, deveria ter pintado o nomezinho "veteranos" com as cores do arco-íris, inclusive). Rostos conhecidos da História recente do campeonato, como Diogo Madruga (BAU), Breno Pires (BAU), Nilton AJ (BAU), Luiz Felipe (PDF) e Anderson "Princesa Sarah" (PDF) deverão fazer seu grand retour aos gramados. Eles unirão forças a consolidados mitos, como Eduardo Maia (MSN) e Wagner Sarmento (MAA).
Bem, como é de costume, os calouros abrirão todas as rodadas. Este ano, eles excepcionalmente fecharão a quinta semana, com um confronto inusitado entre bebês contra os idosos. Detalhe para a quarta rodada, auge de emoções, com o clássico masculino RYU x RUN e a reencenação da final feminina de 2011, RUN x FDM. Aliás, com a data redonda da CPF, todos os times, masculinos e femininos, prometem partidas épicas. A Copa começa 5 de maio e vai té o dia 9 de junho. Mais informações sobre local e horários nos próximos posts. Sem mais delongas, a tabela:

sábado, 31 de março de 2012

Memória CPF 1 - Benjamim de Moura

Começa hoje a série Memória CPF, um espaço para rememorar a Copa com depoimentos daqueles que deram os primeiros passos para construir uma das competições mais queridas do Universo. Ao longo das próximas semanas, vocês irão de deparar com declarações e desabafos desses antigos craques, cartolas e personalidades da Paulo Francis, que revelarão um torneio repleto de História. Além da camaradagem jornalística e de contos de bravura futebolística, vocês também irão se surpreender com relatos de muita politicagem, golpes, disputas ideológicas e ações escusas que fizeram da Copa Paulo Francis esse torneio igualmente simpático e canalha que todos amamos.
Para abrir o segmento, as honrosas palavras de um dos primeiros articuladores político da CPF, o senhor Benjamim de Moura.

Memória CPF - Benjamim de Moura

Há anos aposentado da CPF, Benjamim sairá do seu retiro paradisíaco para prestigiar a 10ª edição
Pelo que eu lembro, a Copa começou de alguns amistosos. Primeiro o OBC (quinto período na época) jogou contra a PIA (terceiro período). Logo depois, Arthur Gomes organizou a turma da nossa sala para jogar contra o OBC. Foi neste jogou que eu tomei um frango, me aposentei e virei cartola.

A turma de Diogo Argentino (IMP) ficou sabendo dos amistosos e também formou um time. Foi aí que Arthur e Felipe Salgado (OBC) tiveram a ideia de reunir os quatro times para fazer um campeonato. Conversamos com os calouros (Wagner, que viria a ser o maior artilheiro da Copa até hoje, e João) que também conseguiram formar uma equipe.

Time do MSN
Em pé: 
Carlos Regis "Gamarra", Marcelo,
Eduardo Maia, Benjamim e Renato Lima.
Agachados: Dudu Surf, Leonardo e Arthucano.
Bandeira de Serra era xodó da equipe de Benjamim
Antes da polêmica do nome da competição, houve o acerto que, inspirados no OBC e na PIA, todos os times deveriam ser representados por uma sigla de 03 letras (acho que até hoje é assim). Os calouros decidiram se chamar MAA (Movidos a Álcool), o nono período decidiu se chamar IMP (abreviação de imparciais) e a gente, para tirar onda, decidiu que nossa sala seria o MSN (Movimento dos Sem Nome), uma ideia de Arthur para zuar os "esquerdistas" do curso. Além de fazer alusão à enorme quantidade de sem alguma coisa que a galera de esquerda defendia, o nome representava o grande capital.

O nome da CPF foi uma polêmica desencadeada pelo DA da época, tendo à frente Mariana. Quando surgiram as primeiras sugestões, a gente decidiu que o nome da competição seria escolhido pela direção (Arthur, Felipe e eu) e obviamente estávamos propensos a colocar Carlos Lacerda. Quando soube que estávamos organizando uma copa e qual seria o nome dela, Mariana começou a agitar o pessoal pra que o setor de esporte do DA (se é que existia) assumisse a organização e começou a sugerir uma série de nomes de esquerda. A confusão foi grande e, por iniciativa dos jogadores, decidiu-se que o DA não iria interferir em nada.

Charge de Pequeno no embate MSN x MAA
Em uma reunião da direção da Copa com os representantes de cada turma, ficou decidido que cada sala indicaria duas pessoas para escolher o nome da competição. Cada representante de turma poderia indicar um nome ou os dois escolheriam um nome em comum e a ele seriam computados dois votos. A direção, representada por Felipe, Arthur e eu, teria direito a um voto duplo. A gente teria que decidir entre nós um único nome para sugerir. Ou seja, teríamos doze votos: dois de cada turma e um duplo da direção. Sendo que o voto da direção teria de ser acatado por todos os três representantes. Felipe não aceitava o nome Carlos Lacerda e queria João Saldanha.

Não tenho certeza, mas acredito que Rafael sugeriu que defendêssemos então o nome de Paulo Francis, porque além de representar as ideias de direita, ainda chamaria atenção dos jornais, das rádios e TVs pela figura polêmica que PF sempre foi. Felipe aceitou o terceiro nome.

E ai veio a articulação. Vários nomes foram sugeridos pelas turmas. Além de PF e João Saldanha teve gente que sugeriu Copa Zagalo, Copa Super Man. Na contagem geral JS ficou com os dois votos do OBC. Paulo
Além de João Saldanha e Carlos Lacerda,
Um dos possíveis nomes da competição
era Copa Super Man. WTF?
Francis ganhou disparado com os dois votos da nossa turma (acho que Rafael e Renato nos representaram) o voto duplo da direção e o voto de uns dos calouros, que se não me falha a memória foi Wagner. Dizem que o voto em PF lhe rendeu a indicação para a vaga de vice na primeira diretoria da Copa e quando Felipe se formou, ele passou a ser o presidente da CPF. O nome Copa Paulo Francis foi o vencedor com cinco
votos.

Além desta, houve a polêmica de Diogo e Dudu. Os dois haviam atrasado o curso por causa do intercâmbio e foi preciso decidir em que turma jogariam: na turma de origem ou na turma em que estavam. Diogo, do
IMP, tava estudando na nossa turma. Dudu estava no OBC. Ficou decidido que o jogador só poderia representar a turma de origem.

A escolha do nome de Patricia Poeta, que começou como amistoso e depois virou copa, também foi parecida. Com uma diferença, a diretoria não tinha direito a voto. Neste caso, as mulheres indicariam nomes seguindo aquela regra de duas por turma e formariam uma lista tríplice para que a direção escolhesse. Cinthia e Ariane votaram em Patricia Poeta que entrou na lista com dois votos. Eu e Arthur convencemos Felipe a escolher este nome.

sexta-feira, 30 de março de 2012

E começa a campanha roxa...

Seguindo a tradição de melhor campanha publicitária da CPF e CPP, o time roxo do quinto período começa, um mês antes do início dos jogos, a fazer o que sabe de melhor: provocar. E essa fúria roxa pode até não ser traduzida em campo, mas é fato que nossas 4.038 meninas vão ficar mais uma vez Doidas Pelo Caneco. 

VEM PRO FIGHT, CPP.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Em busca do gramado perfeito

Clube dos Subtenentes e Sargentos da PM pode vir a ser a nova sede da CPF.
Pode até não parecer, mas a Copa Paulo Francis já começou; pelo menos para os organizadores do evento. De obrigações simples, como a confecção da tabela, a complexas burocracias, os cartolas têm estado de mãos cheias nessas últimas semanas. "A escolha do campo tem sido o pior", nota um secretário que não quis se identificar. Segundo ele, os organizadores entraram em contato com uma dezena de campos de futebol society, no entanto, poucos se sentiram à vontade em sediar a copa, devido à estrutura exigida pelo presidente Rafael Magal. "Esta edição será meu sultanato, não admito menos do que um evento imperial", teria afirmado o Muso Eterno.
A paquera rolou solta no encontro entre Daniel Ferrugem
e Dona Graça. Ele ganhou até um "me liga na segunda".
Mas quem foi mesmo visto espalhando diplomacia foi o novo vice-presidente. Daniel Ferrugem, o Proscrito tem ido de porta em porta vendendo a imagem da copa, procurando parceiros e resolvendo questões pendentes, como a do campo. Há alguns dias, foi clicado ao ar livre em reunião descontraída com a senhora Dona Graça, a Ricarda Teixeira do Pina, como é conhecida. Perguntado sobre a polêmica do ano passado, em que Graça teria se negado a estender o horário para o término das competições, Ferrugem pediu tranquilidade e garantiu que o comportamento não seria repetido. "Ela se mostrou muito receptiva este ano. Até sorriu... com o canto da boca", comenta.
A escolha, contudo, ainda não foi completamente acertada. Há uma facção da organização que tem outro campo em vistas. O Clube dos Subtenentes e Sargentos da PM também se interessou pela proposta e está sendo avaliado pela recém criada Comissão Campista, composta por Deco Pi, André Wally e Júlia Presidenta Arraes e encabeçada pelo vice-presidente. Segundo a presidenta, o tenente Júlio Come-Água teria tentado subornar a comissão com oblatas sedutoras e propostas indecentes. "O frango à passarinho daqui do clube é uma beleza. Grande que só e custa só doze reais. Eu mesmo não consigo comer sozinho", relata Júlia sobre o que ele teria dito. "E ele estava inebriado; disse que havia tomado Brahma a R$2,50 no bar do clube. E eram 8h da manhã!", comenta, "mas, independente de tudo isso, vemos potencial no gramado da PM".
Clube da PM aposta no preço do litrão a R$5 e na Brahma a R$2,50.
Além da escolha da nova Arena Paulo Francis of Super Star Soccers, outras decisões ainda estão sendo tomadas, como o papel que terão os veteranos nesta décima edição e algumas outras supresinhas marcadas para o decorrer da copa. "Teremos novidades excitantes para o blog este ano", garante André Wally, editor-chefe, "entramos em contato com alguns antigos participantes da copa e estamos selecionando um material bem especial. Só posso dizer que a palavra este ano, para o blog, é 'História'". É esperar para conferir.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ouvi dizer que vocês queriam fotos...


Voltando à agitação do blog da CPF, eis as fotos! Mentira, não são AS fotos. São só algumas. Eu mesma tenho outras que não sei onde estão. Então é só um teaser e um incentivo pra quem mais tiver fotos, fazer com que apareçam.

Temam as câmeras, a CPF tá chegando...

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Ajuda!

Camaradas paulofrancianos,
Eu e Rafael passamos esta tarde fazendo a famosa Cana Fuerte. O estandarte novo também foi confeccionado, com muito carinho (com a ajuda do meu irmão Bernardo, de Aaron, Júlia Arraes, Lorena Nega Véia, Camila Estephania e Matheus Torreão). Ainda teremos uma ótima orquestra para animar o caminho.
O porém é o seguinte, tudo isso custa uma graninha. Quem não adquiriu a camisa ainda, ajudaria muito fazendo-o. A quantia é de módicos 15 reais. Estamos aceitando outros tipos de incentivo de quem já tem a camisa, como dinheiro e alimentos não perecíveis. Principalmente dinheiro. E, por favor, não levem alimentos não perecíveis.
É isso, estamos desesperados. Qualquer contribuição seria bem-vinda. Queremos que, assim como a Copa, a Troça saia todos os anos e espalhe alegria pelas ladeiras de Olinda.
Aí vai um videozinho onde eu e Rafael preparamos a Cana Fuerte. Espero que isso instigue todos a irem beber esse líquido etéreo conosco em Olinda e ajudarem a causa!
Abraços a todos,
O Editor-chefe,
André Wally

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

TROÇA CARNAVALESCA JORNALÍSTICA FUTEBOLÍSTICA CERVEJEIRA UNIDOS DA COPA PAULO FRANCIS ANO II


O ano começa e todo mundo só consegue pensar uma coisa: "mais uma Copa Paulo Francis chegando aí!". Sim, sim, e não será mais um ano como outro qualquer. Que fim do mundo que nada! E se ele realmente acontecer vai ser por causa da 10ª edição da Copa mais amada pelos jornalistas de todo o mundo, como bem disse nosso editor-xerife André Wally. Ainda estamos distantes alguns meses das batalhas futebolísticas da CPF, mas viemos anunciar que a TROÇA CARNAVALESCA JORNALÍSTICA FUTEBOLÍSTICA CERVEJEIRA UNIDOS DA COPA PAULO FRANCIS está chegando aí na sua segunda edição para abrir as comemorações desse ano tão importante. E já podemos adiantar algumas informações, haverá uma prévia da Troça CPF na segunda quinzena de janeiro pelas ruas do Poço da Panela, com direito a muitas garrafas de "Cana Fuerte", a bebida com poderes mágicos. Quem viveu pra contar a estória da Troça CPF ano I sabe do que estamos falando. Convidamos todos a fazer uma festa inesquecível. Na semana que vem lançaremos mais informações sobre a prévia e sobre o a Troça, preço dos kits, descontos, promoções, locais de saída, etc. Enfim, um começo de ano muito bom pra todos que fazem da Copa Paulo Francis tudo que ela é! Até semana que vem!


Rafael Magal,
Bi-Muso, Goleiro e Campeão pelo RUN e Presidente da Copa Paulo Francis 2012.

domingo, 1 de janeiro de 2012

10 edições

por André “Wally”*

2012 chegou e se o mundo for mesmo acabar só pode ser por um motivo: a alopração vai ser grande demais na 10ª edição da CPF!
- A o quê?
Isso mesmo, a 10ª edição da Copa Paulo Francis!
Parece que era ontem que eu tinha doze anos, sem saber que o jornal que chegava toda manhã na minha casa era escrito, em grande parte, com a tinta do sangue de dedicados estagiários de jornalismo. Para aqueles da Católica e de outras universidades, a escuridão era plena; o futuro, incerto. Porém, para os alunos da Federal – e como haveria eu de imaginar? –, um brando feixe de luz começava a tomar formato e preencher de esperança o coração dos futuros homens e mulheres da informação.
Afinal, quem poderia prever que, em 2003, nos confins do CAC, da mente sórdida dos seres do corredor de comunicação, formava-se o embrião daquele que viria a ser o maior campeonato de futebol jornalístico do Sistema Solar?
Nove anos se passaram, com jogadores que fizeram sua marca; lendários atacantes, experientes meios-de-campo, seguros zagueiros e goleiros que são verdadeiras barreiras humanas. Musas de enfeitiçar a cabeça dos maiores garanhões. Célebres beberrões, cujos copos têm a intrigante característica de nunca se secarem. Honrosos professores que apoiaram a causa paulofranciana. Torcidas tão vibrantes que, ao assistirem a uma jogada perigosa, provocam terremotos de grito (talvez assim acabe o mundo). Campos que se tornaram sagrados após serem pisados pelos pés – calçados ou não – de alguns dos maiores talentos que o futebol de várzea já viu. Sem contar com os eloquentes comentaristas, os diligentes repórteres e um ou outro engraçadinho disposto a comentar fanfarronices no blog.
Dez edições não é pouca coisa. E ao mesmo tempo que, este ano, devemos celebrar a História que foi construída dentro das quatro linhas dos campos – e nas centenas de linhas do blog –, precisamos também abrir as janelas para os que estão por vir; criarmos História com eles também. Sobrevivemos ao ano de 2011, o primeiro que não contou com nenhum time-fundador da Copa. A 10ª edição está aí para isso. Para entendermos a dádiva que nos foi concebida, a passar o legado adiante, e a aloprar deveras! Porque a CPF não é complexa: é futebol, cerveja e jornalismo. Não é essa a receita do brasileiro para a felicidade? Principalmente a parte do jornalismo?

*Wally é Editor-chefe deste blog, tirânico ditador efetivado no cargo depois de uma tomada de poder em fevereiro de 2011. O seu predecessor, Luiz Felipe Campos, foi condenado à guilhotina, mas, num ato de misericórdia, Wally o deixou viver para que pudesse vagar com o rosto coberto de humilhação quando presenciasse a vitória destruidora do RUN em cima do PDF na última final que irão disputar juntos. Porque os dois vão de novo para final. Está quase garantido.