brodagem
(latim
brodandi, -a, -um, bróders, sistás)
s. f.
1. Ato de, competindo em Copa Paulo Francis ou semelhante (ex. Olímpiadas), diminuir a desvantagem numérica do time adversário, quando causada por força maior.
2. Prática de todos sentimentos bons, bonitos e coloridos, dentro ou fora de campo, em meio físico ou virtual (ex. blogs, apps e calculadoras).
3. (espírito de - ) Essência da Copa Paulo Francis.
Esta é uma resenha parcial. Se é pra reclamar da parcialidade nos comentários, já lhes adianto desde agora, podem reclamar sem ler mais uma linha. Esta é uma resenha parcial.
O RYU animou-se com a campanha de 2010, quando jogaram bonito, foram o único time a derrotar os campeões, e deixaram a medalha de bronze escapar nos pênaltis, pela torpeza dos centímetros. 2011 chegou arrebatado, trazendo consigo sentimentos até então inéditos aos cinzas: competitividade, ambição desmedida, agressividade. Não funcionou. Depois de uma estreia digna, seguiu-se uma série de empates indesejados, que tolheu os pontos e as chances dos cinzas de competirem pelo caneco dourado da competição.
Pior - muito pior -, indispuseram-se entre si mesmos, estavam apáticos, jogadores e torcida; faltava paixão, faltava amizade, faltava cerveja, faltava... faltava brodagem. Inês não estava morta, ainda e felizmente não. E percebeu-se isso; sabiam todos que algo andava errado na terra cinza, mas foi Rafael R9 Pata-de-Elefante "Moura", normalmente avesso a qualquer papo sério, que chegou a cada um de seus colegas jogadores, e os uniu em extensa discussão sobre os rumos do time; retrospectiva do passado, situação presente e perspectivas futuras. A equipe de reportagem conseguiu, com exclusividade, acessar a troca de emails sigilosos do escrete cinzento, e a publica pelo compromisso com a verdade, arcando com todos os riscos. Clique na imagem abaixo para ler a troca de emails do RYU.
A conclusão foi uma só, unânime: o time Bróder Paulo Francis voltaria, quer com vitória suada, quer com estóica derrota, mas sempre, sem exceção, com alegria, lealdade, e, acima de tudo, brodagem. E isso, antes do jogo mais díficil que enfrentariam: o PDF, campeão 2009 e sensação 2011, o qual nunca havia derrotado.
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| RYU = brodagem |
A primeira prova da resolução tomada apresentou-se logo: o PDF perderia Cazuza, seu artilheiro e jogador-símbolo da temporada 2011, se o jogo não tivesse seu horário modificado. A ausência do craque seria uma bela vantagem, e, até, talvez a maior das chances de vitória cinza. Bróders novamente, o RYU priorizou o espetáculo; que se mudasse o jogo. 19h20 do sábado, e nada da Garça Verde chegar. Começariam os esmeraldinos com um a menos? Bróders, bróders novamente - o RYU começaria a partida com apenas 4 jogadores em campo, muito embora estivessem 6 dos seus presentes.
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| Cazuza volta a tempo (que não para) |
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| Embate ruivo. |
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| Xerife-Peterson volta com vigor canadense no lombo de Chico |
O jogo em si é um detalhe. Aguerrido, aberto, repleto de jogadas de efeito; nada menos do que se esperava para o embate entre os escretes. Cazuza chegou no meio tempo, e ambos os times se enfrentaram com força total, em um jogo plástico, agudo, perigoso. A vida, contudo, estava ali para ensinar algo ao RYU, e quem perderia com essa lição seriam os verdes. 1x0 RYU em belo gol de R9, para que não restem dúvidas: na Paulo Francis, se em nada mais na vida, a amizade, a gentileza, o companheirismo, enfim e finalmente, a brodagem, é o que importa e é recompensada. Não nos esqueçamos disso.
Vitória cinza, mas isso é um detalhe, apenas um detalhe.
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| Mais que um gol, uma lição. |