quinta-feira, 5 de maio de 2011

Seleção da Rodada

Assim como o famosíssimo Barcelona de 1974, na Copa Paulo Francis também existe uma escalação dos sonhos. Não tem Cruyff, não tem Asensi, não tem Marcial. Também não tem Messi, Xavi, nem Iniesta. Ainda mais unânime que qualquer outro time, catalão ou merengue, a Seleção da Rodada define 5 jogadores dentre os que atuaram no certame para figurarem no hall da fama. Ao final de tudo, a Seleção CPF consagra os atletas como inesquecíveis protagonistas de cada edição do maior torneio jornalístico-futebolístico do universo (e um pouco além dele). A Primeira Seleção da Rodada da CPF foi unânime em qualidade e em votos. Indiscutível.

Goleiro:
Nilton "AJ" Múmia (BAU) - No seu último ano como arqueiro do BAU e atleta da CPF, Nilton resolveu dar tudo de si. Já contratado pelo Arsenal para finalmente os Gunners terem um goleiro que valha a pena, o guarda-metas já três vezes consagrado com a medalha de Melhor Goleiro da CPF (2008, 2009, 2010) fez uma apresentação segura no gol, sendo o BAU o único time não vazado da recheada primeira rodada. Além disso, fez um belo gol de falta, deu banho e, como sempre, organizou a equipe "canarinha".

Linha:
Daniel Ferrugem (RYU) - O galã dançarino Daniel Ferrugem era dúvida no início da CPF por conta de uma lesão no joelho. O mistério se estendeu até a hora em que o rúbio centroavante do RYU entrou em campo e não teve nenhuma dúvida ao arriscar de cara um petardo do meio da rua contra a meta do RUN, fazendo o primeiro de seus dois gols no jogo. Mesmo depois de sofrer entrada dura do gordinho Resk, Daniel se manteve em campo e foi o maestro do RYU no empate com os ainda campeões do RUN.

Eduardo Cazuza (PDF) - Indiscutivelmente, uma onipresença em campo. Cazuza coloca as mãos em uma das vagas da seleção da rodada assim como coloca os pés onde ele quer, dentro de campo. Pés recuperados, deu pra ver, pois o gigante marcou três gols no ovo de páscoa do PDF sobre o DPC. Também confessamos que aquele shortinho tava fazendo falta, e isso ajudou bastante para que não tirássemos os olhos de Cazuza durante o jogo e o escolhêssemos com vigor para estrelar aqui.

Anderson "Princesa Sarah" (PDF) - Se Paul Scholes está nas últimas lá pelas terras do Duque e da Duquesa de Cambridge, o nosso branquelo ruivinho aqui ainda está voando baixo. Com três gols e uma atuação genial, Anderson foi, como sempre, o maestro do PDF, e promete tomar de Donida o posto de artilheiro e craque da competição. Princesa Sarah voltou à realeza com um toque de bola envolvente e até gol de calcanhar ia fazendo (seria o gol que Ronaldinho Gaúcho na fez) não fosse um pé salvador dos roxos.

Eduardo "Sacodepancadaelóló" Donida (RUN) - No ano passado, Donida saiu com o pé azul da final da CPF, em memória ao grande artilheiro Wagner, do MAA. Isso também se deveu ao número de porradas que o craque levou durante o torneio. Donida balança, cai, mas levanta e tenta de novo. O Messi cpfiano é destro, mas também sabe fazer quatro gols num jogo, e já despontou na artilharia com uma atuação belíssima e só não mais recheada por conta do personagem secreto que o RYU fez malícia pra colocar em campo: a trave. Arrasador, promete levar todos os canecos possíveis pra casa ao final da competição (sem malícia, gente).

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A BOLSA DA SADIA

 Um mistério assola a Copa Paulo Francis. Não é aquele mistério das lesões, tampouco o de onde esta o apito de Dona Graça. Algo de muito sério vem acontecendo nas festas da Copa. Um ladrão esta a solta e ja fez duas vitimas. No ano passado, o pendrive de Flavia foi surrupiado em uma das festas. Foi so o inicio. Durante a primeira festa de 2011, organizada pelos alunos do DPC, a famigerada BOLSA DA SADIA - um lindo artefato branco, com o poder magico de reter calor e prolongar a glacial temperatura das cervejas - foi roubada. A sua dona, Bilinha do DPC, ja ofereceu R$1.000,00 como recompensa para quem der qualquer informação que leve ao verdadeiro esconderijo do safado (e da bolsa). "Era um artigo de colecionador, comprado em um antiquario do Chile", declarou abatida. O blog, no auge de sua inspiração investigativa, conseguiu imagens que sugerem a ligação do meliante Eduardo Pés-de-vento Sacodepancada Donida com o ocorrido no embalo do ultimo sabado à noite.

Ao contrario de Biliro Jr. (Presidente do Nautico e popularmente conhecido como Prendedor de Cabelo), que protagonizou na ultima semana a lamentavel confusão envolvendo uma suposta tentativa de suborno, o Blog da CPF apresenta aos seus leais seguidores os principais indicio de que foi mesmo a Galinha dos Ovos de Ouro do RUN quem mais se interessou pela Bolsa.

Donida passeia no Bosque com sua companheira Bolsa da Sadia

O Craque do RUN abandona sua namorada para posar com a "Sacolinha" 


As imagens acima são a prova de que Donida teve contato constante com a Bolsa da Sadia e teria inclusive abandonado a sua namorada no momento do segundo flagra. Apresentados os fatos, resta a duvida:

SERA MESMO DONIDA, GENRO SONHADO POR QUALQUER NORA, O VERDADEIRO SURRUPIADOR DA ILUSTRE SACOLA?

Mais detalhes no proximo capitulo... digo... no proximo post.

Obs.: Ha indicios de que o ladrão teria roubado ainda a dignidade da zaga cinzenta e o fôlego do incansavel maratonista Aaron Filho de Euller Neto-do-Vento Athias.

Obs2.: O autor desta denuncia prefere manter o anonimato para não ser acusado mais uma vez de tentar tirar Donida da CPF e assim beneficiar o time do RYU, do qual é capitão e artilheiro (apesar de ainda não ter feito gols).

Obs3.: A ausência de inumeros acentos devera ser corrigida por algum dos assessoria da nossa redação.

PDF 8 x 2 DPC


O significado de uma partida de futebol ultrapassa a sucessão de fatos que a compõem. Uma vitória, simples ou folgada, pode não ser apenas uma simples vitória. Revanche. Açoite. Castigo. Substantivos que se adequam ou não a certo jogo. Batalha. Duelo. Disputa. Termos que parecem ter sido forjados especialmente para a Copa Paulo Francis. Nariz de cera à parte, o jogo que colocou frente a frente PDF e DPC mexeu com os ânimos de jogadores e torcedores. A razão tem data e placar: 9 de maio de 2010. PDF 1 x 2 DPC. Mas em 2011, a história foi diferente.

Bem diferente. À época do primeiro jogo, calouros enfrentavam na segunda rodada os atuais campeões. Foram à luta. Destemidos. Assoberbados, os jogadores da escrete verde sucumbiram para ante "um bando de fedelhos". E graças a própria arrogância. Lição aprendida. O espírito que tomou conta dos campeões invictos da CPF 2009 foi de completa humildade. E confiança. Tanto é que nem o primeiro gol dos dezporcentistas conspurcou a cortina de ferro que protegia o PDF. Os verdinhos viraram o jogo, ainda bem disputado, para um 2x1.  No segundo tempo o PDF ampliou para 3x1, mas logo foi apertado pelo DPC, que através da dupla Vini Mexe a Cadeira e Romero Ex Goleiro X, marcaram seu segundo gol. A partir daí foi questão de veteranidade. Os mais velhos mostraram porque eram mais velhos e dispararam em direção à goleada de 8x2. Destaque para o gol sem querer de Luiz e para a cabeçada entre Rafael Sotero e Romero, que resultou numa torsão de tornozelo (???).

 
Como bem dizem que uma imagem vale mais que do mil palavras, seguem os melhores momentos do jogo. Vídeo editado por Gustavo Mussolini Maia, o jornalista imparcial. 
 

RYU 4 x 4 RUN


Bróders Paulo Francis? Não mais.

Runners: favoritos ao bi?

A rodada de abertura da Copa Paulo Francis reservou seu lugar de honra, o segundo jogo da série, para aquele que está tomando contornos do grande clássico da fase contemporânea da competição: os cinzentos do RYU contra o os alaranjados do RUN.

Um breve retrospecto faz-se necessário. Em 2009, ao contrário do RYU, os Runners chegaram no ponto do vestibular. Uma equipe jovem, unida tanto quanto o ingresso recente no curso permitia, com uma respeitável base de torcida, e, acima de tudo, contendo o craque paulofranciano indiscutível, Eduardo Donida. Os cinzas, por sua vez, ainda vinham desorientados do fracasso acachapante da edição de 2008, tinham apenas os cinco jogadores necessários (mas pulmões para quatro) a um jogo justo; contudo, contavam com a simpatia dos demais períodos (muito até pela marra inicial do RUN, personificada pelo ganhador do prêmio Guilherme Gattis de 2009, Felipe Resk) e ostentavam a maior torcida já vista em campo - as Chun Lis, o sexto, sétimo e oitavo jogador do RYU. Venceu o time laranja, superior, mas não sem briga e suor: RYU 2 x 3 RUN.
Em 2010, o RYU deixou para trás a ingenuidade, viabilizou a transferência do reforço absoluto Pedro Ken(?) Paz, e a vingança secava as gargantas dos cinzentos. Naquele que, para muitos, foi o grande embate da edição do ano anterior, o RYU, ostentando uma disciplina tática impecável e anulando o craque Donida, fez 1x0 em um jogo que, mesmo que se tentasse, não se esqueceria (tentem: http://copapaulofrancis.blogspot.com/2010/05/ryu-1-x-0-run-melhores-momentos.html ).

Em 2011, injustiça inevitável que ambos os times se enfrentassem na primeira rodada, quando os corpos ainda vêm flácidos da pré-temporada de excessos. Infeliz coincidência foi a ausência de ambos os goleiros titulares; Presidente Magal contundiu-se em amistoso e Davi foi ouvir propostas indecentes de times do Distrito Federal. Como em todo primeiro jogo do ano, prevaleceriam garra e vontade, em detrimento da tática e técnica. E assim foi.

Ra-ta-ta-ruken

Logo no começo do jogo, Daniel Ferrugem, capitão cinza, aproveitou o espaço que lhe deram e arriscou o petardo de antes do meio de campo; o goleiro improvisado André Wally aceitou: 1x0 RYU. O troco não demoraria a vir, Aaron, valente e incansável durante todo o decorrer da partida na marcação de Donida, não conseguiu pará-lo por um instante apenas, e o craque não perdoou, com um belo chute de meio de rua empatou o jogo. Em jogada de velocidade, Ferrugem foi lançado, livrou-se do marcador e bateu de chapa, ampliando novamente para os cinzas. Enquanto isso, Rafa R9 Pata de Elefante, Matheus Rambo Geleia e Ferrugem revezavam-se no gol, atrapalhados pelo cansaço e pela troca de funções, enquanto Pedro Ken garantia a segurança na defesa. Em jogada bem trapalhada por R9 e Aaron, o filho do vento bateu com inteligência no canto, abrindo vantagem mais elástica. 3x1 RYU. Jogada infeliz: em empurra-empurra na área, R9 foi instabilizado e colocou a mão na bola; o inseguro juiz Diogo Joelho Madruga marcou não só a penalidade, como mostrou a R9 o cartão amarelo. Donida converteu, seguro.


Crime dentro das quatro linhas

Um lance manchou o belo espetáculo. Ferrugem antecipou-se ao chute de Resk, tirou a bola, mas o laranja não aliviou o movimento do corpo. Resultado: um bico imoral no joelho do capitão cinzento, que, fosse alguns centímetros mais acima, poderia acabar mais cedo a temporada para Ferrugem. Torçamos todos para que lances como esse não se repitam, e que valha mais o bom senso nas rodadas vindouras.

No segundo tempo, os laranjas ganharam mais estatura no gol com Mano; os cinzas, por sua vez, voltavam desgastados, mais lentos, comprometidos em manter o resultado. O que se viu foi um show de Donida, apenas interrompido por intervenções valentes e delicadas de Aaron. Algumas bolas na trave, dois gols e muita correria garantiram o resultado laranja. R9, na tentativa de pará-lo, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. No meio tempo, o RUN ainda levou um gol contra de Terni, assustado pela presença Geléica intimidadora de Torreão. Torreão, por sinal, lançou de letra R9, em belo lance, que perdeu o gol pela infelicidade dos milímetros.
RYU 4 x 4 RUN. Jogo de raça e suor entre dois dos principais times da temporada atual. Parabéns aos cinzas, parabéns aos laranjas; que temam apenas o próximo embate desse espetáculo já enraizado na seletiva memória da Copa Paulo Francis de Jornalismo e Futebol Arte.

Quatro com Donida



terça-feira, 3 de maio de 2011

Su-ces-so!

Clique na imagem acima para assitir.

Depois do estrondoso e planetário sucesso de Single Ladies, veja o que os meninos do RYU - agora com a adição de "Matheus" Geleia Rambo "Torreão" - prepararam com exclusividade para o blog da CPF.

O figurino é parecido com o clipe anterior, mas como foi filmado no mês passado, em clima de Páscoa, as roupas dos garotos foram inspiradas no clima leporino.

BAU 2 x 0 FDM

Gol de goleiro não vale dois, mas, no caso do BAU, garantiu domínio sobre a partida.

Desde cedo, o clima (literal e figurativamente) chumbava a alma dos cidadãos recifenses. Há menos de 24h, na sexta-feira, a RMR sofrera de uma chuva com repercussões catastróficas. Carros boiaram, pessoas ficaram ilhadas e, pior – muito pior –, o resultado do aguaceiro da noite anterior ameaçava o andamento da Copa Paulo Francis.

Já passava das 17h e os times ainda esperavam o sinal para começar a partida. Dona Graça demorava com o apito (que só veio a chegar muito depois do pontapé inicial). O presidente Magal ostentava a face levemente preocupada e Gustavo “Paredão” Maia, que não chegou a desvencilhar-se das idiossincrasias do maior cargo cepeefiano, também parecia inquieto. A precipitação, entretanto, nunca chegou a acontecer enquanto as bravas equipes do maior campeonato do mundo brincavam com a bola nos pés.

Quando já passava das 17h15, finalmente vieram colorir o campo as cores vibrantes do BAU e do FDM. A aurora rosa e ingênua dos calouros iluminou a Arena Paulo Francis com o tom da novidade. O amarelo de ouro crepuscular dos veteranos também brilhou como se alvorecesse. O time estava bem composto e disposto, como se abrisse a sua primeira copa. Talvez a segunda, pela confiança no rosto, que é atípica na face de novatos.

Breno foi o autor do segundo gol, em contra-ataque
Justamente, foi esta confiança que marcou o jogo, duelo morno, sem lances geniais. O BAU se impôs desde o início e o FDM apenas acatou o ritmo. Os dois gols dos amarelos foram resultado quase natural do andamento da partida.

No segundo tempo, os calouros permaneceram apáticos, tanto que levaram os gols. O primeiro se deveu à experiência de Nilton AJ, que, numa bola parada, atirou secamente em direção ao gol adversário. O goleiro, impassível, deixou a bola desvirginar sua rede. Nem o astro do FDM, William Bonner – que tem precisão, mas desprovê de técnica, força e, basicamente, precisão –, conseguiu quebrar o domínio imposto pelo BAU. E foi daí que, num contra-ataque, Breno Pires fechou o placar da partida, num gol correto e inevitável, como que resumindo a partida às engrenagens de um relógio funcional.


A fotógrafa Camila Estephania capturou, em vídeo, um breve momento da partida. Nada revelador, mas entra, para dar uma ilustrada.

Artilharia

Como já foi explicitado, chuva de gols na primeira rodada (ironia perversa com o tempo que assola o Recife). Artilheiro do ano passado, Donida parte na frente este ano, marcando todos os gols do RUN na partida com o RYU. Anderson "Princesa Sarah", outro reconhecido craque da CPF, não ficou muito atrás, marcando 3 gols, junto com o colega de time Cazuza, outro destaque, que ficou de fora ano passado, mas já está mostrando para que veio. Daniel Ferrugem, do RYU, e Luiz Felipe, do PDF, também merecem destaque por terem marcado exatos 2 gols, contribuindo para o rendimento dos respectivos times. No mais, a artilharia da semana reflete, com poucas exceções, o já estabelecido histórico de gols dos jogadores.
Outros destaques são o gol de goleiro de Nilton AJ (não vale dois) e o gol contra de Terni Farofinha. Quanto a essas marcações contra o próprio time, a gente pretende contabilizá-las este ano.


A favor:
4 gols: Donida (RUN).
3 gols: Anderson "Princesa Sarah" (PDF); Cazuza (PDF).
2 gols: Daniel "Ferrugem" (RYU); Luiz Felipe (PDF).
1 golBreno Pires (BAU); Nilton AJ (BAU); Aaaaaaron "Neto do Vento" Athias (RYU); Pedro "Charlie Brown" (DPC); Vinícius "Secretário de Finanças" (DPC).

Contra:
1 gol: Terni Farofinha (RUN).

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Aos Verdes, dedico

A notícia boa é que o raio-x revelou apenas uma torsão grave, e não uma fratura, como o médico esperava. O alívio, porém, foi subjugado por uma revelação devastadora: “esse uniforme verde, aí... – começou o doutor - se machucou jogando bola, não foi? É, meu chapa, nada de futebol por pelo menos dois meses”. E meu mundo caiu.

“É futebol, meu filho, acontece”, disse minha mãe, ao ver seu filhinho chegar em casa com o semblante pesado e um pé engessado. Falei pouco e me tranquei no quarto, compartilhando com o travesseiro a minha dor e revisitando a cada dose de anti-inflamatório o momento da minha tragédia pessoal.

O segundo tempo tinha acabado de começar e entrei no lugar de Chico. Estávamos à frente no placar, mas a gana e a raça são elementos indissociáveis do espírito de qualquer jogador do PDF, seja perdendo, empatando, ganhando ou goleando. E quando um Verde entra em campo, ele não entra pra brincar. Além disso, havia prometido um gol para alguém especial e não deixaria os gramados sem assinar o meu. Assim pensava...

Logo aos 30 segundos, sem querer perder lance algum, dividi uma cabeçada com um jogador do DPC, que nem lembro mais quem era. Os dois se desequilibraram e foram ao chão. Eu levei a pior: um piso em falso, um ‘creck’ e uma torsão. A dor, nunca antes sentida, seria motivo de choro... “desculpa para um abraço ou um consolo”, disse-me depois Eduardo Cazuza. Mas a camisa verde e a estrela estampada acima do escudo me deu serenidade para encarar a agonia e segurei o choro.


O resto da história é o de praxe. Hospital, casa, repouso, remédio, livro, tevê, dor e tristeza.  Este último sentimento gerado pelo fato de não compartilhar dos gramados com meus irmãos de equipe. E pra eles reescrevo um e-mail que enviei para todos, pouco antes do início da copa:

“Irmãos verdes,

É com muito orgulho que mais uma vez compartilharei do peso de nossa camisa com vocês. Que nossa cor seja fundida a dos gramados e dessa composição se extraia apenas a linguagem da bola e da camaradagem, este último o principal trunfo do PDF frente às demais equipes.

Que nesta edição o clima daquele ano invicto se repita! Se atingirmos a fórmula, não tenho dúvidas: o bi é nosso!

RAÇA, PDF!!!!!”
Luiz, Chico, Gustavo, Anderson, Pedro Paulo  e Cazuza, meu nobre capitão, este ano não dividirei mais o gramado com nenhum de vocês. Mas a mensagem principal do e-mail segue intacta: compartilharei do peso da camisa com cada um. Ontem, hoje, amanhã e eternamente.

Um forte abraço,

Rafael Sotero.



A opinião de um as-Shariff

Time de treino e torcida no Centro de Treinamento Internacional
da CPF, em um vilarejo na Índia
Não sei quantos de vocês leram uma matéria divulgada aqui no Centro Internacional de Notícias da CPF (popularmente conhecido como Blog da CPF), em que se falava dos treinamentos do RYU para esta nova temporada. Talvez você, leitor assíduo e atento, tenha percebido que disseram claramente que eu, Xerife Peterson, não fui ao Canadá. Não sei quem foi o responsável pelo furo jornalístico, mas sou forçado a vir a público para admitir sua veracidade.

Vim para a Índia com o intuito de aperfeiçoar a minha arte, aquilo que eu faço melhor: guardar os portões do nosso gol e impedir que os inimigos avancem um passo a mais. Aqui na Índia entrei em contato com o islamismo e aprendi algo valioso no entendimento da justiça: a violência não deve ser cometida gratuitamente, mas apenas como ferramenta de auto-defesa. Isso aprendi com os muçulmanos entre um treinamento e outro, e pus em prática como método de proteção.

Aqui eles não me chamam Mayrinck ou Xerife Peterson – ao contrário, eles vão à verdadeira extensão de sentido da palavra al-Shariff (sei que é uma palavra árabe, mas o Corão foi escrito em árabe e algumas pessoas aqui e em Bangladesh sabem algumas coisas nessa língua), que vocês todos concordarão que é a raiz da palavra Xerife (segundo a Wikipédia, claro) e me declararam a autoridade local do Império. Qual Império, você se pergunta. Pode ser aquele Império que lutava contra a Aliança, ou o Império que se estendeu pela História por boa parte do Oriente Médio, ou o Império que o RYU está a construir. Sim, o RYU, mesmo sem você perceber, começa a fincar seu poderio de uma forma que, daqui a algum tempo, você será incapaz de opor. Melhor festa de todos os tempos? Bróder Paulo Francis? Melhor torcida? Essas conquistas podem parecer pouco aos olhos dos menos ligados ao mundo que lhes rodeia, mas são os nossos passos para dominar a mente e o coração de todos ao nosso redor.

Por isso, eu, Peterson as-Shariff, guardião dos portões do Império, venho em público declarar que, outrora conhecido como Zangief, agora me chamo Peterson as-Shariff, o Dhalsim. Vida longa ao Tromba Longa!

Post-protesto!

Não quero acusar ninguém sem ter certeza, mas minha bolsa térmica (branca da Sadia) sumiu na festa e creio que alguém pegou (partindo do princípio de que objetos não se movem sozinhos). A menos que tenha sido o porteiro do prédio, só pode ter sido um de nós, graduandos do nosso querido curso de jornalismo ou agregados. É triste. Sei que nosso futuro não é muito promissor, mas não precisamos disso, gente linda. Adoraria ter a bolsa de volta, entre em contato comigo se você tiver informações quanto a isso.

Bilinha (3o período)

domingo, 1 de maio de 2011

Purple Party até debaixo d'água (2)

Pensou que suas chances de ser humilhado ou ridicularizado para o resto da CPF 2011 só por causa de uma foto na Purple Party tinham acabado? Se fudeu! O blog traz para você, Orismar Alberto, e o resto do mundo (de acordo com a estatísticas do Google, esse endereço eletrônico já teve visitas da China, Rússia e, pasme, Irã. É sério!) mais 63 fotos exclusivas.


Clique aqui ou na foto para se divertir.

Ps.: Quer culpar alguém? Culpe a dona da câmera, Cecília Cição Santana, torcedora assídua do PDF.

DVD d'Os Imparciais do Samba

Depois do início da Copa Paulo Francis, o evento mais esperado do ano era o lançamento do DVD d'Os Imparciais do Samba, que deverá chegar à lojas, oficialmente, dia 15 de maio.
A banda, formada em 1963 por Jards Macalé e continuada pelo seu discípulo, Matheus Torreão (que contratou alunos do curso de Jornalismo da UFPE para os acompanhamentos), nunca fez um show oficial. Contudo, se mantém uma das maiores pérolas da música brasileira, principalmente, por causa do seu primeiro álbum, o antológico Imparcialíssimos. O disco teve uma tiragem de apenas 20 cópias e é avaliado como um dos LPs mais caros do mundo.
Agora, você pode adquirir o seu primeiro DVD, o Churrasco-ópera, com músicas que não marcaram época e ficaram esquecidas, mas foram recentemente relembradas por uma nova onda de pagode-psicodélico que anda assaltando o Recife. Esse produto exclusivo já está à venda por encomenda pelo preço simbólico de R$19,90 (ou R$15 + 1kg de alimento não perecível. A não ser que seja sorvete. Todo mundo gosta de sorvete, não ia estragar).
Alguns dos parceiros que entraram nessa com a gente são as Tintas Iquine e as Tintas Suvinil, duas antigas rivais que juntaram forças para que este empreendimento pudesse acontecer. As empresas, atualmente, estão financiando a restauração e o relançamento de Imparcialíssimos.
Sem mais arrodeios, aí vai um comercial produzido pela Som Livre especialmente para televisão, mas que só irá ser veiculado na internet:

Fotos da 1ª rodada

Enquanto vocês curtem as maravilhas da ressaca da Purple Party, eis as fotos dos memoráveis jogos da 1ª rodada da Copa Paulo Francis, aquele desfile de sensualidade com direito a shortinhos (e nem foi a CPP ainda), calouros derrotados e revezamento de goleiros.

Fotografias: Lolly e Mila (RUN)

Clique aqui e veja!

Classificação | 1ª rodada | 2011


E começou. Aguardada como nunca, a Copa Paulo Francis 2011 já chegou chegando. O céu cinza prenunciava um temporal (que acabou caindo durante a Purple Party), mas o que aconteceu na primeira rodada da competição foi, com o perdão do clichê, uma chuva de gols. Em três jogos, a bola foi às redes 20 vezes. E 10 em apenas um jogo, a acachapante goleada do PDF sobre o DPC. Alguns golaços, outros frangaços e até gol contra. Não faltou emoção. Ao soar do apito final, portanto, a média de gols registrada por jogo no torneio é de 6,66... Sugestivo?

O melhor ataque do torneio é do time que se encontra no topo da classificação: o campeão de 2009, PDF. Assim como naquele ano, quando a escrete verde saiu invicta da competição, o time estava entrosado e os gols saíram com naturalidade. Logo em seguida, Vem o time com a melhor defesa, o BAU, vice no ano passado, que não foi vazada nenhuma vez sequer. Muito por causa da atuação mais uma vez segura do goleiro Nílton AJ, que pretende levar pela última vez a medalha de melhor arqueiro.

Dividindo a terceira colocação estão os times que protagonizaram o jogo mais emocionante, RYU e RUN (a ordem dos times na tabela obedece ao critério mais importante da CPF, a antiguidade, que na Copa realmente é posto). O saldo dos dois times é 0, visto que ambos levaram e fizeram quatro gols. Destaque para a atuação mais uma vez brilhante de Eduardo Donida, que fez converteu todos os tentos da sua equipe e já é o artilheiro da CPF 2011. Vale lembrar que no ano passado ele foi o craque e maior goleador da competição - além de campeão, é claro.

Por último, como não poderia deixar de ser, estão as equipes mais novas da Copa. Surpresa apenas é o fato de que a lanterna não está sendo ocupada pelos calouros do FDM. Isso porque os roxinhos do DPC, com o pior saldo e pior defesa do torneio, se agarraram à última posição com unhas e dentes.

Purple Party até debaixo d'água


Lanchas e botes ancorados em frente à Copa Paulo Francis arena of se pegation na noite de sábado. A chuva (eufemismo pra "toró da p$%#rra")  não impediu que o instinto pirigueti em cada participante da CPF se manifestasse. Comparecimento em peso, gatos molhados, bebida bonita e gente barata, parcelada em 10x no cartão. 
Não adianta tentar se esconder, as fotos já estão no picasa.