Aguardado por meses, veio a nós o momento de pisar o gramado e abrir a CPF – 2008. O suor corria o rosto, o sapato apertava, o sol queimava, a cerveja já ia quente... mas nada. Onde estaria Wagner? Será que o fato de, pela sua conta pessoal, estar perto de marcar os 50 gols na competição, achava ele que poderia atrasá-la? Foi provado que sim; pelas questionáveis vias burocráticas, a Paulo Francis fez-se menor do que seu jogador, e esperou.
Minutos passados a gosto, e temos sua presença
Par-ou-ímpar ganho, começaríamos com a posse de bola. Restava um porém: Davi, a presença agregadora da equipe, aquele que providenciou transporte e empolgação para o treino secreto
Tocou a bola meus pés, os de Aaron, e chegou, com esmero, aos de Matheus, jogador-símbolo de nosso time, portador da faixa vermelha de Ryu. Poderia esperar qualquer coisa que não fosse o que veio a acontecer: negando, com bravura, o medo comum, Matheus fez a única coisa que poderia desfazer o sentimento de impotência do time. Uma, duas, três, quatro pedaladas, que, apesar de não terem durado mais do que poucos segundos ao relógio, me foram suficientes pra pensar: “O que é que Matheus está fazendo, pelo amor de...” e recebi a bola. Era isso. Estava iniciada a partida, e a jogaríamos da melhor forma que pudéssemos.
Contrariando as probabilidades, o primeiro tempo foi de uma disputa feroz, no qual mostramos a que viemos. Aaron por pouco não marca, Rafael fechava o gol, e, quando não, contou comigo para, em um carrinho de precisão cirúrgica, interceptar a bola que abriria o placar. Peterson mostrou-se valoroso zagueiro. Matheus arquejava pelos cantos, em solidariedade com o jogador que marcava, e por ele era marcado. Cansamos, suamos, seguramos o placar. Fim de tempo, trabalho bem feito. Wagner, a lenda, o mito, anulado. Em um ato de nervosismo explícito, tropeçou atabalhoadamente na rede, indo ao chão. Em solidariedade e respeito, dei-lhe a mão, o ergui.
Devido ao atraso já citado, não houve o necessário intervalo, e nosso corpo, vindo de um ano de maratona sedentária vestibulânea, pouco agüentava. Mas resistimos. Tínhamos de resistir.
Davi deu o ar de sua graça, assumiu o gol, liberando o leve Rafael para o ataque. Estávamos seguros, estávamos empolgados. Focado, chamei a mim a responsabilidade de liderar o ataque que nos levaria à vantagem no placar. Recebi a bola em nosso campo, avancei, e os espectadores, por alguns segundos, viram em mim a figura de um Kaká turbinado. Não tomei conhecimento do primeiro, por quem passei com zombaria. Passaria também pelo segundo, no quê tive a perna levantada do chão pelo pé mal intencionado do jogador rival. A bola continuou seu percurso, intocada; fui ao chão com uma pirueta que desafiou a física. Conformado, sentei, esperando a marcação da falta. Mas não. Ah, não. Vendo seus companheiros desesperados por nada conseguirem fazer em campo, o juiz decidiu chamar a si a responsabilidade de lhes garantir a vitória, e omitiu-se do lance. Com nosso time estático, a bola foi aos pés adversários, que não tiveram trabalho algum que não empurrá-la ao gol. O resto é História.
Nossas cabeças, que sustentavam bravamente o cansaço do corpo, viram-se, subitamente, devastadas pela injustiça, pelo mau-caratismo do feito. Acaba ali o jogo para nós. Não mais conseguíamos correr, as posições se confundiam. Não fosse toda a água (ou cevada) esvaída pelos poros, certamente estaríamos
Uma derrota, sim, porém digna, e dedicada, com todo carinho, para o juiz, esse ente ingrato indispensável aos gramados.
Resumindo...
ResponderExcluirPrazer, Wagner. Eis o mito-mor.
Ai, finalmente um texto realmente novo. Não sou tão humilde quanto Wagner, mas vamos lá.
ResponderExcluirAchei ótima a parte do texto em que você coloca a culpa da derrota no juiz (ok, aceitável), no vestibular (o_O), na festa (???) e na falta de não sei quem (quem mesmo?). Sem contar a insinuação sobre o atraso, sobre a burocracia, sobre o não-intervalo e tal tal tal. Tudo foi armado pra prejudicar o time de vocês. Que injusto, não?
Agora falando sério, prefiro quando você fala de medo e dúvida, porque me parece mais papo de calouro. Acho que todos os motivos, ou desculpas, aqui listados como responsáveis pela derrota me soam como teoria da conspiração. Durante a leitura até escutei uma música de um seriado famoso. Mas continue assim, porque a verdade está lá fora e daqui pra festa final você vai desmascarar toda essa armação do governo (ou da comissão de organização da copa).
abraço.
Ps.: e sábado estarei torcendo para vocês, porque se tem um time que eu quero ver perdendo é o tal do ETC (que deveria ter perdido pro BAU se o juiz não tivesse roubado... todo mundo viu que Luiz deu um golpe de Estado e voltou pro gramado antes do tempo hahahahhahaha).
Não coloquei culpas, apenas ocasiões desfavoráveis ;)
ResponderExcluirNão foi armado nada para nos prejudicar, mas que futebol não inclui uma choradinha dos perdedores?
E torça, sim, que estamos mordidos e vamos com tudo.
o juíz sempre rouba e o time roubado é sempre o que perdeu!
ResponderExcluirnossa derrota é quase exclusivamente culpa do juíz!
NÃO TEM NENHUMA RELAÇÃO COM NOSSA FALTA DE HABILIDADE EM CAMPO!
Ainda bem que, num arroubo premonitório, eu comemorei o segundo gol fazendo o tradicional chororô. =P
ResponderExcluirpois o que resta aos derrotados? ;)
ResponderExcluirChorem, calouros, chorem. E se acostumem porque vocês somente vão chorar este ano.
ResponderExcluirTão me perguntando onde vai ser a próxima festa. Calouros, quem se habilita?
ResponderExcluirE Rodrigo, esse papo que Luís voltou antes é mais um chororô.
fesstaaa
ResponderExcluirQuero deixar claro que a arbitragem atuou de acordo com a regra. E a regra é clara. Falta é falta, gol é gol.
ResponderExcluirAbraços,
Diogo, assistente de arbitragem do jogo MAA x RYU.