sexta-feira, 13 de maio de 2011

PDF 7 x 1 FDM

Antes de qualquer coisa, um aviso: em respeito ao limite da capacidade de absorção de clichês dos leitores deste blog, não haverá neste texto qualquer menção à chuva, água ou temporal. O autor desta resenha futebolística acredita que tenham sido esgotadas nos posts abaixo todas as figuras de linguagem possíveis relacionadas à precipitação pluviométrica que assolou o Recife na tarde e noite do último sábado. Todos sabem que choveu. E muito. Ponto.

Outra breve consideração trata da demora na publicação deste texto. Não, não foi o problema do Blogger.com. Este interlocutor explica: “não seria justo com o jogo passar menos que cinco dias para analisá-lo. Cada lance merecia reflexão profunda e cada um dos oito gols marcados ao decorrer dos 24 minutos de futebol é digno de palavras que não podiam nem deveriam ser apressadas.” Nos últimos dias, houve quem atribuísse o atraso ao fato de que o articulista que vos escreve pertence ao PDF e, portanto, teria passado toda a semana ocupado em reuniões para definir a tática adequada para enfrentar o RUN na terceira rodada. Injustiça. É só isso que tenho a dizer.
Sem mais delongas, vamos ao PDF sete, FDM um. O fato de calouros terem apanhado, metaforicamente, dos veteranos e campeões de 2009 não suscita nenhuma surpresa. Causa espécie, no entanto, a forma como a goleada foi imposta. Sem qualquer pena. Tal qual tratores, os verdes esmagaram qualquer esperança dos róseos novatos de provar do doce sabor da vitória. O massacre do belo e pueril sentimento dos filhos-de-maria (que mostraram toda sua ingenuidade recentemente ao declararem acreditar em enquetes realizadas na internet) tem mais de um culpado. Mas caso seja necessário apontar o maior responsável pelo quase genocídio, ele tem nome, apelido e canção própria: Eduardo, Cazuza e “Exagerado”.

O dono do jogo tripudiou. Como se sua ideologia fosse fazer mais e mais gols, ele enfiou logo cinco, de uma só vez. Exagerou. Deixou os apavorados calouros jogados aos seus pés – que, note-se, ficam logo abaixo das maiores pernas já vistas durante a rica história da Copa Paulo Francis. Ele precisava dizer que amava a Copa. E encontrou no papel de artilheiro a forma mais bonita. Com um tento a mais que Donida (RUN), ele já levou goleiros à tristeza oito vezes em apenas dois jogos. “Faz parte do meu show”, comentou o jogador, que também ocupa um dos cargos mais importantes e difíceis da competição, o de secretário de Eventos Especiais, vulgo, festas. Vê-lo jogar é presenciar a personificação da devoção. Não há lugar no campo para onde você olhe sem que ele esteja lá. É aquele tipo de futebolista que tem total consciência de onde deve estar e de como deve se posicionar para ajudar seus companheiros a alcançar a glória.

Os outros dois gols da escrete esverdeada foram marcados por Anderson Princesa Sarah, que desta vez atuou mais como garçom do que como matador, e Paulo P.P., que voltou aos gramados da Paulo Francis sem ao menos saber a cor do time que defende há cinco anos. Daltonismo ou será o azul o novo verde? O gol de honra dos calouros, marcado por um deles, cujo nome me foge da memória, foi fruto de acidente de percurso. Luiz, temporariamente abandonado na defesa por seus companheiros, perdeu a posse de bola e, ao tentar interceptar o chute do róseo novato, atrapalhou o goleiro Gustavo Paredão, que aceitou no meio das pernas.

O resultado do primeiro encontro entre PDF e FDM colocou as equipes em posições exatamente opostas na classificação. Enquanto o time do 9° período disparou isolado na liderança, os meninos do 1° período se agarram à lanterninha. O jogo teve ainda outras consequências, desta vez menos práticas e mais psicológicas. O 7 a 1 pôs ainda mais fogo ao embate mais esperado da primeira fase, entre PDF e RUN, ao evidenciar a escrete cannabis como a dona do melhor ataque e elenco da CPF 2011, e mostrou aos rosinhas a força da tradição paulofranciscana. Afinal de contas, lugar de calouro é e deveria sempre ser na rabeta.
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