quarta-feira, 16 de maio de 2012

Resenha | 2ª Rodada CPF | 2012

Um sucesso de rodada! Presença massiva das torcidas, narração rolando, nenhuma partida sem gols e atuação massacrante do escrete geriátrico; em comparação com a semana anterior, foi observada substancial melhora no futebol apresentado pelas equipes. Vamos às resenhas!

O silêncio que precede o esporro.
DPC x PCF - Depois de uma estreia com futebol da melhor qualidade, muito se esperava do DPC para a edição 2012 da CPF; foi uma pena, então, constatar que, mais uma vez, jogariam os roxos com desfalques; importantes desfalques, que se diga: os dois principais destaques do primeiro jogo, Vinicius e Paco Escobar, o reforço colombiano. Que se diga, em favor dos calouros: já entenderam o espírito de brodagem da competição, e retiraram um de seus integrantes para que, cinco contra cinco, fosse uma partida justa. Bonito de ver! Quanto à partida, ambos os times sentiram a ausência do sexto jogador, e suaram bastante. Não podemos dizer que foi uma partida de grandes lances plásticos, mas se sobressaíram os calouros, com maior compromisso tático, e grande segurança demonstrada pelo capitão Maurício, autor de um dos tentos (Jorge marcou o outro). No final, resultado justo: duas pelotas calouras contra nenhuma dos fanta-uva. Parabéns aos calouros pela primeira vitória obtida! Quanto aos roxos, fica a torcida para que recomponham o time e corram atrás do prejuízo!


O lance mais bonito protagonizado pelo RYU
RYU 1 x 2 FDM - Esse foi o segundo embate entre as equipes nos campos paulofrancianos. Ano passado, um duro empate por 2 x 2, com muita catimba, cartões para ambos os lados e futebol truncado. Pouca coisa mudou, a não ser o resultado. Os cinzas começaram o jogo melhor, com marcante precisão tática, e não tardaram em abrir o placar, com chute a média distância de Pedro Ken. A vantagem no placar, ao invés de trazer conforto ao time do RYU, causou, sabe-se lá por quais motivos (especulações variadas ocorreram em reportagem recente desta semana no blog) falta de foco, nervosismo e desorganização; conseguiram, contudo, segurar o resultado até o intervalo. O time do FDM apresenta um futebol visivelmente melhorado, após a contratação carioca de ParceriaPúblicoPrivada (vulgo PPP); deve-se dizer deles que não se abalam, e seguem à risca a escola uruguaia de futebol (com a exceção de que não há entre eles qualquer Loco Abreu, Suarez ou Cavani): muita catimba, determinação tática e força física. Não é bonito de se ver, nem ganha a simpatia dos demais, mas traz resultados. E trouxe. Notavelmente melhores durante toda a segunda etapa, pressionaram o RYU, que jogava disperso, cometendo erros infantis, e marcaram dois gols, ambos de PPP, virando a partida e abrindo, com estilo, sua participação na tabela. Quanto aos cinzas, resta recuperar a honra ante os veteranos, conquistar os seis pontos que lhes restam em disputa, e torcer por uma mirabolante combinação de resultados para que haja qualquer vã esperança de chegarem à final.



Prazer, veteranos.
CPF 12 x 0 RUN - O que falar dessa partida, que já não se saiba pela simples leitura do placar? Poderia ser dito que, com certa soberba, os laranjas foram meio displicentes à arena, no sábado, consumindo quantidades indecentes de álcool antes do jogo; que estavam desfalcados, sem Vesiculandré e Presidente-Magal; que perderam, no abrir das cortinas, seu principal craque, talvez pelo resto da competição (força, Donida!); que sentiram a falta de entrosamento, com as estreias de Denny Jeans e Otávio Novo-Mano (confere, produção?); que isso, que aquilo, que aquilo-outro. Não valeria a pena. Fiquemos com o óbvio, que o óbvio foi o que de melhor houve: um espetáculo geriátrico em campo. Apontar destaques seria fútil esforço. Wagner foi Wagner, e marcou seu gol 67. E 68. E 69 (fica aqui repreensão pela ausência de comemoração à altura da marca). E o 70. Houve a volta de Dudu Maia aos gramados, com dois gols marcados e impecável arranjo do time em campo; um Macalé incansável, tal qual visto em 2008, quando foi Muso Paulo Francis, distribuindo perna para todos e deixando o seu em (pasmem!) quatro oportunidades; Luiz fazendo justiça ao PDF, atuando com a elegância de sempre e marcando o seu, também; opa, não esqueçamos de Pequeno, veterano-mór da competição, marcando belo gol, depois de tanto tempo fora dos gramados. Muito pode ser falado sobre essa partida, verdade; mas, a bem de uma maior precisão factual, fiquemos com o gif do Hulk abaixo. Um Hulk diz mais que mil palavras.


Comentários
1 Comentários

1 comentários:

  1. leio macalé e fica impossível não lembrar do narrador mais fanfarrão da história da copa: henrique juma (vtu).

    criador da alcunha para homenagear guilhermo gonzalez macalé, meio-campista mágico do saudoso boca juniors de 1934.

    poderia ser dito que os laranjas amarelaram, abdicando, de certo modo, de qualquer tentativa de gol (perdendo as bolas ainda na saída de meio-de-campo, depois de sofrer os tentos).

    poderia ser dito que os desfalques (ao menos o de magal), foram propositais, já neste espírito de abdicação, considerando o jogo como sem valor, pela inexistência da disputa dos três pontos, etc e tal.

    poderia ser dito que caio fez um lançamento que valeu por uns três gols. que hove gols de voleio, calcanhar, com giro de costas entre dois marcadores e finalização num carrinho à la international superstar soccer deluxe, de chute de média distância, chute sem ângulo perto da marca do escanteio, etc e tal.

    poderia ser dito que os anos de meditação e kung fu me tornaram um jogador mais zen (ficou parecendo que tive relação com a saída de donida). perna para todos? quéquéisso!

    poderia ser dito que foi visto um lance clássico do MAA (8 gols no jogo), só que ao contrário: macalé debaixo das traves, esperando e recebendo assistência de wagner.

    poderia ser dito que luis henrique leu durante a partida, sem preocupações, a edição de aniversário do The Economist.

    poderia ser dito que houve este outro título em 2008. ah, não, isso foi dito, pasmem! só falta inserir a informação, uma justiça histórica, na aba "equipe", rs.

    um abraço, hasta lluego
    aos próximos assombros (RYU, DPC, PCF).

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